Como te chamas e o que fazias antes de seres empreendedor?

O meu nome é Daniel Vila Boa e antes de ser empreendedor fui estudante de Engenharia Informática no Instituto Superior Técnico.

Como é que a tua startup vai mudar o mundo?

A Chilltime quer criar o primeiro jogo de estratégia militar verdadeiramente global em que jogadores jogam em real-time pelo seu país contra jogadores espalhados pelo mundo num mapa do mundo real. Estes jogadores assumem o papel de comandantes, construindo os seus exércitos, forjando alianças internacionais e participando em guerras épicas com o objetivo de chegar ao pódio final, erguendo a bandeira do seu país.

Já pagas o teu salário?

A Chilltime é uma empresa autosustentável, onde todos os colaboradores são remunerados.

Quantas horas trabalhas por dia?

Geralmente sou o primeiro a chegar e o último a sair. Começo o trabalho por volta 8h00 e termino por volta das 19h30. No final da noite trato dos assuntos burocráticos ou tento terminar pontos pendentes do dia.

O que deixaste de fazer para ser um empreendedor com sucesso?

Devido a uma oportunidade que surgiu para vender uma rede social que tinha criado aos 25 anos, acabei por me tornar empreendedor antes de ter concluído a faculdade. Esta mudança obrigou-me a deixar o curso para me focar na gestão e crescimento da empresa.

O que passaste a fazer para ser um empreendedor de sucesso?

O sucesso da Chilltime deve-se principalmente a dois pontos:  O primeiro é de nos mantermos focados, a cada três meses definimos  as nossos principais metas e canalizamos todo nosso trabalho e esforço para atingir essas metas; a segunda deve-se ao facto de nos termos focado, desde do primeiro dia, no mercado internacional permitindo ir buscar receitas a vários países espalhados pelo mundo.

Ter uma startup está na moda ou o mundo está mesmo a mudar?

Ambos os casos um pouco, Portugal tem agora um ecossistema, inexistente há cinco anos e já se começam a ver grandes casos de sucesso que são um motivo de orgulho e inspiração para todos nós.

Se fosses patrão de uma grande empresa, o que dizias a ti próprio para te convencer a trabalhar nessa empresa em vez de uma startup?

A escolha entre uma grande empresa e uma startup tem a ver com o perfil da pessoa. É a escolha entre querer ser algo pequeno dentro de algo importante, ou de ser alguém importante dentro de algo pequeno. Existem empresas grandes, nomeadamente nos Estados Unidos, que conseguem ter equipas a trabalhar nos produtos que têm autonomia, espaço criativo e poder de decisão, a mensagem seria por aí.

Qual é o teu ídolo dos negócios ou da tecnologia?

Sou grande fã de biografias. Mas não diria que tenho um ídolo, mas antes, tenho pessoas que têm certos traços de personalidade e características que admiro. Dito isto, seria uma fusão entre Elon Musk, Jack Welsh, Steve Jobs, Mark Zuckerberg e Bill Gates.

És vegan, fazes meditação ou apenas vês televisão e passeias o cão ao fim do dia?

Não, mas gostava de experimentar meditação. Tenho uma startup e três filhos: os meus dias são sempre interessantes.

Numa só frase, o que dirias - mesmo - num elevador para convencer alguém a investir na tua empresa?

Vamos revolucionar a forma como pessoas jogam jogos de estratégia militar em tempo-real e criar um campo de batalha mundial.  

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