A plataforma que ensina programação a alunos o 1.º ao 6.º de escolaridade tem inscrições abertas para o ano letivo de 2019/2020 até dia 13 de setembro. Qualquer escola se pode inscrever, sendo que a utilização é gratuita para escolas públicas, com exceção de estabelecimentos de ensino no Algarve e Ilhas (o acesso é subsidiado no âmbito do programa Portugal Inovação Social e não abrange estas áreas).

Através da disciplina Ciência da Computação esta plataforma estimula as crianças a resolver desafios do quotidiano usando uma nova linguagem, isto é, a programação.

“Quando aprendemos uma nova língua, onde antes víamos letras ou sílabas, passamos a ver palavras e significados. A partir desses significados, os alfabetizados em código são capazes de se transformarem de utilizadores para criadores de tecnologia”, explica João Magalhães, CEO da Code For All, entidade detentora da ubbu. “Fazemos assim da programação uma nova língua universal, como o inglês”, completa.

As aulas acontecem uma vez por semana onde, com base nos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, os alunos são desafiados a utilizar as mais diversas ferramentas de conhecimento e aliá-las à tecnologia para resolver problemas. Cada sala de aula deve estar equipada com um computador por cada dois alunos.

No ano letivo de 2017/18 o software ubbu foi utilizado para formação em 320 agrupamentos de escolas por todo o país.

As inscrições podem ser feitas através deste site: links.ubbu.io/2020

Resgate

No passado ano letivo, os alunos do 3.º nível foram submetidos a um concurso nacional que pretendia incentivar a programação livre, autónoma e criativa através da criação de um jogo educativo. “O teu jogo de programação”, criado pelos alunos, deveria enquadrar-se nos seguintes parâmetros: ensino a outros alunos de conceitos e competências de iniciação à programação; conter um ou mais dos seguintes temas principais: algoritmos, sequências, bugs, eventos, instruções em simultâneo, condições, variáveis, funções e repetições e ciclos.

Estes alunos tiveram dois meses para criar o projeto e, entre os participantes, destacou-se o jogo “Resgate”, desenvolvido desenvolvido por um grupo de quatro crianças do 6.º ano do Agrupamento de Escolas do Fundão.

O projeto distinguiu-se tanto pela sua criatividade, inovação, eficácia e exequibilidade, como pela temática ligada aos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Em resumo, o jogo gira à volta de um barco cuja missão é resgatar pessoas em alto mar e transportá-las para lugar seguro, numa analogia à situação de migrantes e refugiados.

O jogo “Resgate” será incorporado na ubbu para, assim, ensinar outras crianças a programar.

O Fundão foi o primeiro município a implementar o projeto em todas as suas escolas.

“Os professores são o nosso braço armado nas escolas pois acompanham de perto a progressão dos alunos. Com o contacto frequente e um questionário anual, conseguimos adaptar e otimizar de ano para ano os conteúdos e desafios da plataforma. Este ano atingimos níveis extremos de satisfação e reconhecimento, o que mostra o quão alinhados estão estes profissionais com os ideias da ubbu e que temos, em conjunto, uma solução inteligente que ajuda e vai ajudar o presente e futuro destas crianças” salientou João Magalhães.

A ubbu iniciou atividade em 2014, enquanto "Academia de Código", tendo tido o apoio do Estado para implementar o projeto em 2016 nas escolas de todo o país à exceção de Lisboa, Algarve e Ilhas. Este ano o programa já abrange a região de Lisboa.

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