Fazer viagens de médio curso de forma acessível e sem emissões carbónicas, é esse o objetivo do núcleo de startups Lilium. Como? Através de táxis aéreos movidos a baterias elétricas.

Segundo a agência Reuters, as aeronaves que a empresa germânica está a desenvolver têm 36 motores elétricos que permitem uma propulsão vertical e um desenho de asas fixas como os aviões, permitindo maior eficiência e capacidade de percorrer distâncias do que os tradicionais drones.

Seis meses depois de terem conseguido colocar uma aeronave a planar no aeroporto de Munique, os criadores destes táxis começaram a testá-los através de controlo remoto, estando agora previsto colocar pilotos a bordo para completar o processo de certificação de segurança.

Um dos grandes objetivos desta startup passa por competir com o mercado aéreo, automóvel e ferroviário, apresentando como vantagem poupar aos viajantes os problemas logísticos do aeroporto ou as filas de trânsito rodoviário. Com quatro lugares para passageiros, as aeronaves estão a ser preparadas para atingir até 300 km/h e para percorrer essa mesma distância.

O serviço será lançado com uma aplicação que permite aos utilizador ver quais as pistas de aterragem mais próximas e requisitar uma viagem.

Daniel Wiegand, CEO da Lilium, diz que a empresa, que fundou com mais três amigos da Universidade Técnica de Munique, está a tomar “passos tangíveis e concretos para fazermos da nossa visão de mobilidade aérea regional uma realidade, e estamos a fazê-lo no prazo certo”.

Para conseguir atingir o objetivo de ter as aeronaves a cruzar os céus em 2025, a Lilium está também a trabalhar junto dos reguladores aéreos europeus para obter as certificações para voar. Este processo inclui fazer testes de stress aos motores e aos flaps, assim como medir a resistência da fuselagem.

“Estamos a ver o quão bem a aeronave consegue lidar com um modo de falha, que é a parte crítica para obter certificação”, disse à Reuters Remo Gerber, CCO da Lilium, acrescentando que “todo o sistema tem de reagir suavemente se algo correr mal”.

Neste momento, a Lilium já conseguiu obter perto de 90 milhões de euros de financiamento, feito por investidores como os fundos de capital Atomico, Tencent, LGT e Obvious Ventures. Com este dinheiro, a empresa já concluiu o seu primeiro centro de produção em Munique e está a construir o segundo, o que fará com que consiga produzir centenas de aeronaves em meados da próxima década.

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