O anuncio foi feito durante a conferência Facebook Connect, um evento de apresentação de projetos de realidade aumentada da empresa.

Num vídeo divulgado esta quinta-feira, Mark Zuckerberg explica que a empresa - que detém o Facebook, Instagram, Messenger, Quest VR e a plataforma Horizon VR, entre outras - vai mudar de nome para Meta, numa tentativa de abranger a sua visão de realidade virtual para o futuro, a qual designa por “metaverso”.

Apesar desta alteração, as outras marcas não vão mudar, ou seja, as redes sociais Facebook e Instagram mantêm os nomes originais. Assim, a mudança de designação aplica-se apenas à empresa, mas a estrutura corporativa também não irá sofrer alterações. As suas ações, porém, passarão a ser negociadas sob a designação “MVRS” em 1 de dezembro.

O diretor executivo justificou a mudança de nome afirmando que “Facebook” não visa tudo o que a empresa faz: “Hoje somos vistos como uma rede social, mas no nosso ADN somos uma empresa que desenvolve tecnologia para conectar pessoas”.

Zuckerberg diz esperar que o “metaverso” alcance mil milhões de pessoas durante a próxima década e que será um lugar onde as pessoas poderão interagir, trabalhar e criar produtos ou conteúdos no que espera ser um ecossistema que irá criar milhões de empregos para criativos.

A 17 de outubro, o Facebook já tinha anunciado que pretendia criar 10.000 novos empregos na União Europeia (UE) nos próximos cinco anos e colocar a região no centro dos seus planos para ajudar a construir o metaverso.

"O Facebook encontra-se no início de uma jornada para ajudar a construir a próxima plataforma de computação" e "juntamente com outras pessoas e entidades" está "a desenvolver o que é chamado de metaverso: trata-se de um projeto ambicioso que pretende criar espaços virtuais para pessoas que não estão juntas fisicamente se reunirem, através da utilização de tecnologias como a realidade virtual e aumentada".

No centro do metaverso, explicavam, à data, "está a ideia de que, ao criar um maior senso de 'presença virtual', a interação ‘online’ pode tornar-se muito mais próxima da experiência de interação pessoal".

Este metaverso "tem o potencial de ajudar a desbloquear o acesso a novas oportunidades criativas, sociais e económicas".

A mudança de nome da empresa liderada por Mark Zuckerberg depois de a ex-funcionária Frances Haugen ter fornecido os documentos que deram origem a uma investigação do Wall Street Journal, acionando uma audição no Senado sobre os efeitos negativos do Instagram nas adolescentes.

Em entrevista ao programa da CBS “60 Minutos”, Frances Haugen insistiu que “o Facebook, repetidamente, mostrou que prefere o lucro à segurança” das pessoas.

Dois dias depois, na subcomissão de Comércio do Senado norte-americano, a denunciante acusou o gigante das redes sociais de ter conhecimento de danos aparentemente causados ​​a adolescentes pelo Instagram e de ser "desonesta na sua luta pública contra o ódio e a desinformação".

Frances Haugen fez uma ampla condenação do Facebook, sustentada por dezenas de milhares de páginas de documentos de pesquisa interna que copiou secretamente antes de deixar o seu emprego na empresa.

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