Se existe, pode ser aperfeiçoado. Possivelmente um sintoma daquilo que é um modo de ver o mundo com uma lente de engenheiro, os profissionais e intelectuais de Silicon Valley — a região do estado da Califórnia, nos EUA, que funciona como um centro tecnológico e de inovação — deixaram de fazer apenas “hacking” aos seus computadores, estendendo a prática também aos seus corpos.

Apelidado de “biohacking”, o fenómeno consiste em adotar hábitos que vão desde substituição de refeições por suplementos a várias sessões de sono de 30 minutos a duas horas por dia (em vez das tradicionais 8 horas seguidas), sempre com o objetivo de melhorar a performance física e mental para aumentar a própria produtividade laboral.

Destas práticas, uma das que mais interesse tem gerado é a do jejum intermitente e a figura que a mais tem promovido no setor tecnológico é Jack Dorsey, CEO e fundador da rede social Twitter e do sistema de pagamentos Square.

Caracterizado pelo The New York Times como a resposta de Silicon Valley à atriz Gwyneth Paltrow no que toca ao papel de influencer (Paltrow tem um website, o Goop, que se tornou numa "meca" de lifestyle e bem-estar) , Dorsey tornou-se numa espécie de guru moderno para empreendedores tecnológicos, constituindo um séquito de entusiastas, principalmente homens.

No artigo do NYT, são vários os exemplos de produtos que esgotaram ou de serviços cujas reservas estão lotadas ao receber o aval de Dorsey, de centros de meditação a anéis que registam a qualidade do sono. Sempre, lá está, com o intuito de criar bem-estar e de aprimorar as funções corporais. No entanto, uma das tendências que mais se popularizou com o seu patrocínio foi a do jejum intermitente.

Segundo o diário nova-iorquino, a rotina do homem-forte do Twitter — para além de fazer banhos de gelo e saunas de infravermelhos antes de se preparar para sair de casa e de meditar duas vezes por dia — passa por fazer apenas uma refeição, ao jantar, e por começar a manhã bebendo água com limão e sal extraído dos Himalaias. Segundo o próprio relatou na sua rede social, “o tempo abranda”, quando faz jejum, e já chegou a experimentar passar o fim de semana inteiro apenas ingerindo água.

Outro forte exemplo é o de Kevin Rose, empreendedor digital que fundou o agregador de notícias Digg e fez parte do grupo de capital de risco da Google. Neste momento, Rose está centrado em vários projetos nestas áreas, incluindo uma app de jejum intermitente, chamada Zero , e outra dedicada à meditação, apelidada de Oak.

A relação entre hábitos de alimentação, bem-estar e longevidade de vida

Apesar de ter o seu epicentro na cena tecnológica norte-americana, esta prática também já chegou a Portugal e Vítor Magalhães consta entre os entusiastas. O co-fundador e CEO da empresa de marketing digital BySide faz jejum intermitente, que consiste em períodos de 16 horas. "Basicamente é só saltar o pequeno-almoço e desde o jantar até ao almoço estou em jejum”, conta.

Informando-se quanto ao fenómeno do “biohacking”, o interesse de Vítor coincidiu numa fase em “há cada vez mais informação” na relação entre hábitos de alimentação, bem-estar e longevidade de vida. Nesse aspeto, o empresário dá o exemplo das investigações científicas que ligam o jejum ao processo de autofagia. “Faz sentido perceber os efeitos de autofagia e como é que o corpo humano reage à falta de nutrientes”, indica. Esta tese, porém, tem também os seus detratores.

Por outro lado, Vítor recorda também que várias práticas de alimentação culturalmente instituídas e não vindas da “necessidade que temos como parte do metabolismo humano. Mais especificamente, Vitor aponta para a cultura de ter três refeições diárias, particularmente assente na “ideia de que o pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia", quando, defende, o ser humano evoluiu tendo “pelo menos, uma refeição por dia ou quando fosse possível".

Contra aquilo que poderia ser expectável, Vítor diz que passou a ter “mais energia”, tendo sido “interessante perceber que conseguia sentir mais energia durante o dia todo sem necessidade de comer ou mesmo de café". Sim, porque também o consumo de cafeína também passou a ser moderado, limitando-se um café por dia. "Nos primeiros dias custou um bocadinho mais, mas é mais psicológico", explica. Excluindo alguma perda de peso — “ é normal, foi perda de massa gorda, o que é positivo", comenta —, o empresário diz não ter sido grandes dificuldades e que, para lá dos ganhos a nível físico, passou a sentir “sentimento de clareza mental”.

Porém, todos estes ganhos, alerta, não se devem exclusivamente à prática de jejum intermitente, fazendo parte dum conjunto de mudanças mais alargado para “equilibrar mais hábitos de vida”, onde se incluem “horas de sono mínimas, alimentação cuidada e manter alguma atividade física”. Neste último campo, aliás, Vítor adianta que exercício físico era algo que já fazia regularmente mas para o qual se tinha acostumado à ideia de “ter de comer uma barra energética ou algo que tivesse açúcar”. Agora, porém, faz duas sessões por dia — logo ao acordar e à hora de almoço —e diz não sentir falta de fazer um reforço energético antes de fazer exercício, não tendo “nem quebras de tensão, nem desmaios”.

Os praticantes do jejum intermitente dizem-se confortáveis com esta atividade, mas nem por isso ela tem deixado de ser um foco de controvérsia. Jack Dorsey, por exemplo, tem sido alvo de críticas, especialmente na própria rede social que gere, com acusações de estar a promover hábitos indutores de distúrbios alimentares e de revelar insensibilidade para quem, de facto, prescinde de comer porque não tem meios para fazê-lo.

Jack Dorsey, fundador do Twitter
créditos: cellanr, licença CC-SA 3.0

Viver melhor ou apenas trabalhar mais?

Contudo, a mais cirúrgica das críticas surgiu num artigo publicado na revista The Atlantic, assinado pela jornalista Amanda Mull. Na peça, Mull aponta para os riscos de exemplos como os de Dorsey porque a cultura laboral do ramo tecnológico faz-se de “uma força de trabalho mais nova que a média, cheia de Millennials esgotados dos quais se espera que trabalhem no limite para favorecer a sua vida profissional e avançar na sua carreira, criando aquilo que potencialmente é o ambiente ideal para práticas pouco saudáveis de ‘saúde' proliferarem”.

Sendo Silicon Valley uma espécie de laboratório do futuro, tanto no que toca ao seu trabalho de inovação, quanto à própria organização das empresas, Mull diz que estas práticas são mais um exemplo de como o setor tecnológico tem um historial de “más fronteiras” entre a esfera pessoal e profissional. “Silicon Valley pode dar a impressão de que todas as escolhas pessoais devem ser feitas com o propósito de trabalhar ainda mais e gerar mais dinheiro para os fundadores e os capitalistas de risco, e é parte da razão pela qual as pessoas consideram tão preocupante ver um homem com tantos funcionários a decidir que não comer é uma prática valiosa”, escreveu.

A este respeito, Vítor Magalhães considera “normal” que existam críticas, pois estas ocorrem “sempre que há posições sobre alguma coisa que são diferentes da norma”. Perguntado se as acusações ao jejum intermitente podem ter subido de tom por existir uma uma relação de acrimónia do público em relação à cena tecnológica, o empresário concede que “há algum hype nesta altura à volta destes temas” e que, por tanto, “é normal que isso aconteça".

No seu caso concreto, o CEO da Byside diz que foi alvo de brincadeiras por parte de amigos quando estes souberam de que tinha começado a praticar o jejum intermitente, mas que alguns deles já “estão a fazê-lo e até já estenderam a uma refeição por dia". Nesse sentido, Vítor nota como o número de praticantes tem vindo a subir e aponta esse incremento não só para a curiosidade das pessoas, mas sobretudo “quando se fala sobre isto e se consegue mostrar que os resultados são positivos".

No entanto, há uma nova prática que vai para além da abstinência física, apesar de também se pautar pela rejeição de comida. Chama-se “jejum de dopamina” e consiste em bloquear estímulos para “limpar” o cérebro e obter clareza mental. Confuso? É normal, já que até o próprio nome não significa exactamente aquilo a que se propõe.

Jejum de dopamina: Um antídoto para a era do conteúdo infinito

__Que vivemos num mundo repleto de estímulos e distrações não é novidade para ninguém. O bicho papão da televisão foi substituído pelas possibilidades intermináveis da internet, com as suas redes sociais e plataformas com acesso quase ilimitado a filmes, séries, música e pornografia.__

Trata-se de um quotidiano povoado de smartphones, onde é possível passar horas a verificar os feeds do Instagram ou do Twitter, a jogar videojogos ou a fazer “bingewatching” de séries e filmes. Uma realidade onde fenómenos como o “Fear of Missing Out” (“medo de ficar de fora”), fomentados pelas partilhas nas redes sociais, são alvo de discussões cada vez mais sérias.

O mais recente estudo feito em Portugal , conduzido pelo Unidade de Intervenção em Psicologia do Instituto Superior de Psicologia Aplicada, apontou para níveis de dependência da Internet acima de 70% nos jovens portugueses. É, aliás, devido a números preocupantes como estes que foi aprovado em Conselho de Ministros, decorria o ano de 2014, o Plano Nacional dos Comportamentos Aditivos e das Dependências 2013-2020, prevendo o alargamento da área de intervenção do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) às dependências sem substância como o jogo ou a Internet.

Perante o manancial de distrações à nossa disposição, surgiu uma nova prática que pretende ser um antídoto, o “Dopamine Fasting” (“jejum de Dopamina”). Na sua essência, esta modalidade de jejum defende que nos tornámos em pessoas viciadas em estímulos, que vão desde as meras notificações nas redes sociais como ao consumo de drogas, e que a solução passa por esvaziar o cérebro de ruído e distrações para voltar a trabalhar com mais atenção e a fruir dos prazeres da vida com outra intensidade.

A sua origem é incerta — terá começado em 2016 no website Reddit e há quem diga ter-se deparado ainda antes com a expressão em fóruns online — mas há dois momentos-chave na promoção desta prática.

O primeiro, segundo a revista Vice, foi o lançamento do vídeo “How To GET Your Life Back Together - Dopamine Fast" (“Como teres a tua vida organizada de novo - Jejum de Dopamina”), da autoria de um youtuber chamado “Richard” e que chegou aos 1,7 milhões de visualizações na plataforma.

O segundo foi a publicação do artigo “Dopamine Fasting 2.0 - The Hot Silicon Valley Trend"  (“Jejum de Dopamina 2.0 - a nova moda de Silicon Valley”) na rede social Linkedin. A peça, que se tornou viral, foi escrita por Cameron Sepah, professor de psicologia na Universidade da Califórnia em São Francisco e ele próprio um empreendedor.

No texto, Sepah explica que a Dopamina é um “neurotransmissor nos nossos cérebros que é responsável por nos dar motivação e sentido de recompensa” (esta, porém, não é a sua única função, mas é a que interessa a esta teoria). No fundo, é o químico que nos leva a fazer coisas e a sentirmo-nos bem em fazê-las; se a tivermos em falta, ficamos amorfos e letárgicos.

A base para a tese de que é necessário fazer um “jejum de dopamina” é que produzirmos este químico em demasia leva a que os seus recetores que se encontram no nosso cérebro fiquem cada vez menos sensíveis — um exemplo semelhante é pensarmos nas pessoas que criam tolerância ao café por bebê-lo em demasia. Ou seja, é preciso produzir cada vez mais dopamina para que esta surta os mesmos efeitos, criando-se um ciclo de viciação pois tenderemos a repetir os comportamentos que induzem dopamina para replicar o efeito.

A sua solução para aquilo que descreve como “a era da economia da atenção” passa então por bloquear esses estímulos, evitando certos tipos de comportamentos chave: comer compulsivamente, usar a internet, jogar vídeojogos e jogos de azar, fazer compras, consumir pornografia, masturbação, consumir drogas recreativa e tomar parte em atividades que produzam uma sensação de novidade ou de emoção forte.

Segundo Sepah, esta forma de jejum deverá ser praticada em períodos de uma a quatro horas durante dias de trabalho, devendo estender-se a um dia inteiro de fim de semana, a um fim-de-semana inteiro a cada semestre e a uma semana de férias por ano. O médico defende, porém, que não só esta forma de jejum não pretende “criar um estado de ausência de dopamina”, como deve ser adaptado às necessidades de cada um e ao tipo de atividades que se pretende fazer: por exemplo, não se deve usar tecnologia durante o jejum, mas não faz mal usar um dispositivo Kindle, destinado exclusivamente à leitura, porque este não oferece distrações.

Apesar do intuito do artigo pretender que se faça o jejum de uma forma equilibrada, rapidamente houve entusiastas a adotá-lo na sua vertente mais extrema — como a apresentada no vídeo acima partilhado. Nesta, qualquer atividade que possa produzir dopamina deve ser evitada, não se podendo sequer ler, ingerir qualquer tipo de comida, ouvir música e o contacto com as outras pessoas deve ser reduzido ao mínimo. É apenas permitido escrever, beber água, meditar e dar passeios, podendo decorrer em períodos de 24 ou de 40 horas, ou seja, entre um e dois ciclos de sono. Nesta vertente, o jejum não difere assim tanto de uma outra prática que também se tornou tendência em Silicon Valley, a de fazer meditação Vipassana, de origem budista, onde se fica 10 dias em silêncio e reflexão.

Com a sua popularidade a aumentar, começaram a ser relatados episódios quase anedóticos deste tipo de jejum, em que os seus praticantes são tão disciplinados que se recusam a conversar com pessoas para não adquirirem demasiada dopamina fruto da interação humana.

Um desses casos foi relatado no The New York Times com um artigo centrado em três empreendedores — responsáveis pela start-up Sleepwell — que passaram a fazer “jejum de dopamina”. Um deles, James Sinka, foi precisamente o tal homem de que se tinha recusado a falar com uma amiga que não via há muito tempo para não produzir dopamina em demasia.

Praticante dessa vertente mais rígida do “jejum de dopamina”, Sinka relata ao diário nova-iorquino que nos passeios que dá na suas sessões evita olhar para as pessoas na rua porque diz que isso o estimula, assim como procura não deixar acelerar o batimento cardíaco, juntando-se estes dois exemplos a uma lista potencialmente interminável de proibições. Por outro lado, o empreendedor afirma que, ao fim do jejum, as atividades quotidianas voltam a ser mais interessantes, que o trabalho se torna mais prazeroso e que a comida se torna mais deliciosa, defendendo que “a biologia pode ser dominada”.

Num outro exemplo, um empreendedor registou a sua tentativa de fazer um destes jejuns durante 24 horas, seguindo inclusive os preceitos de não conversar com ninguém nem ler. Os resultados desta demanda surpreenderam-no, escrevendo que foi capaz de esvaziar a mente e deixá-la focada para fazer pensamento analítico com clareza, imperturbado pelo tipo de distrações quotidanas que normalmente enfrenta. Para além disso, a ausência de estímulos externos fê-lo aperceber-se da quantidade de tempo que costuma desperdiçar com o que considera ser trivialidades.

Quanto a esta forma de jejum, Vítor Magalhães diz conhecer mas não praticar nem sentir necessidade de fazê-lo "de forma mais restrita". "Consigo limitar algumas coisas mas não chamo a isso sequer de jejum", adianta, porque, se por um lado, procura evitar o computador sempre que pode, por outro confessa que ser-lhe-ia muito difícil deixar de ler durante o processo.

Um químico que não é o que parece, numa teoria que tem o seu quê de pertinente

Passando a ser identificado como mais uma excentricidade de Silicon Valley, o “jejum de Dopamina” começou a ser alvo de cepticismo, mas têm surgido vários especialistas a defender que o problema desta prática está no nome, não nos métodos.

Um outro professor, Russell Poldrack, que ensina neurociência na Universidade de Stanford, disse ao website Insider que “jejum de dopamina” é capaz de ser um termo abusivo, sendo mais apropriado chamar-lhe “jejum de estímulos”.

O grande problema, de acordo com os especialistas, é que se tende a equacionar dopamina com prazer, e, consequentemente, as proibições neste jejum estão associadas a atividades prazerosas. Só que, segundo Poldrack, a dopamina é um químico do qual ainda não se sabe tudo, mas é certo que “não tem nada a ver com a experiência do prazer, pelo menos diretamente”.

Este equívoco ocorre porque a dopamina ativa-se quando se experiência coisas prazerosas, sejam estas inesperadas ou comuns, mas isso, defende Poldrack, “não significa que seja a dopamina a causadora do sentimento de prazer”.

“É completamente possível bloquear o sistema de dopamina e isso não afetar a habilidade de um humano ou animal de sentir prazer”, diz o neurocientista, sendo que o que muda consoante o nível deste químico é “o grau com que se quer fazer coisas no mundo e até que ponto se irá para fazê-las”.

Por outro lado, equacionar dopamina com compulsão também é um erro, porque sem este químico, nem no telemóvel mexeríamos para ir às redes sociais, ou seja, pode não ser ele o que alimenta este tipo de comportamentos, até porque mesmo durante períodos de meditação, a dopamina continua a funcionar, não apenas da mesma maneira.

Por estas razões, Poldrack considera que o termo “jejum de dopamina” deve ser substituído por “jejum de estímulos”, pois é mais adequado à necessidade de evitar as distrações acima descritas e não cai na armadilha de enveredar pela pseudociência.

“Ajuda a dar-me cliques e parece fixe”

De resto, Sepah viria a admitir em mais do que uma entrevista que o nome com o qual batizou o processo foi escolhido especificamente para ir de encontro à mentalidade de Silicon Valley. “Ajuda a dar-me cliques e parece fixe”, confessou o professor à Mel Magazine, considerando que o termo é “tecnicamente incorreto” mas que “‘controlo básico de estímulos para lidar com comportamentos aditivos’ não soa da mesma maneira”.

Para além desta polémica, há um lado mais negro nesta narrativa. Este prende-se com o facto dos responsáveis por popularizar estas práticas serem provenientes do mesmo panorama cultural que criou hábitos de trabalho e de consumo que alimentam essas mesmas compulsões. Um exemplo cristalino desta tendência que procura maximizar consumo a despeito da saúde mental dos consumidores é a nova funcionalidade que a Netflix está a testar de permitir aos seus utilizadores verem séries e filmes ao dobro da velocidade.

Mas ceticismos à parte, onde a comunidade científica parece reunir consenso é que é benéfico jejuar da tecnologia. Poldrack, por exemplo, concorda que estas “práticas de auto-controlo” que se traduzem em jejuns “podem ser úteis” para dar as pessoas “uma sensação de mestria sobre o seu próprio comportamento”. Já à revista Vice, a psicóloga Nancy Mramor lembrou que um jejum deste tipo pode ser bom para obter uma perspetiva daquilo que são hábitos de vida nocivos, desde que não se entre no campo da abstinência extrema.

Por isso, mesmo que não se sente numa sala durante 24 horas a beber água com sal, talvez seja bom desligar-se de vez em quando, mesmo que não esteja a planear criar uma aplicação que vá mudar o mundo.

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