Um pequeno robot cor-de-rosa passeava esta quarta-feira, 8 de novembro, pelos corredores da Web Summit. Nos comandos estava Thomas, CEO e cofundador da francesa CamToy.

“Chama-se Laika e é um robot companheiro dos cães, que permite aos donos interagir com os seus animais de estimação a partir de qualquer lugar, utilizando o smartphone”, explica. Olhamos com maior atenção… Laika tem uma câmara, sistema de som e move-se com ligeireza.

“A Laika consegue deslocar-se, de forma autónoma, para qualquer lugar da casa, atrás do cão, consegue falar com ele e transportar biscoitos”. Se o dono estiver ocupado, a Laika é capaz de brincar com o animal — no caso dos cães mais ativos — ou ir verificar, de tempos a tempos, se está tudo bem com ele — caso estejam a dormir ou em convalescença. Como? Graças a um dispositivo localização, característica que diferencia a Laika de outros produtos disponíveis.

Neste momento, a CamToy está a desenvolver uma base para a Laika recarregar sozinha: quando percebe que está a ficar sem bateria, o robot desloca-se para a estação de carregamento e o problema fica resolvido.

A próxima etapa é dar à Laika alguma inteligência, “para que seja capaz de aprender com a interação e adaptar o seu comportamento ao do cão”, explica Thomas.

Para já é possível não só saber o que o seu cão anda a fazer em casa a cada momento, como receber notificações caso o seu animal esteja a ladrar — “algo que é capaz de deixar os vizinhos loucos”, diz Thomas, que fala com conhecimento de causa.

“Eu adotei uma cadela de um refúgio e no início ela estava destruir tudo em minha casa: roeu o sofá, a minha mesa e chegou mesmo a roer a televisão. Primeiro comecei por colocar uma câmara. Aí conseguia ver o que ela fazia, mas era incapaz de a impedir de estragar tudo. Assim surgiu a ideia de criar um robot que se movesse e que pudesse distrair ou estimular um cão”. “Nós trabalhamos com um especialista em comportamento e com um veterinário, e desenhámos o robot de forma a que o cão não consiga colocá-lo na boca e roer. Foi uma das nossas preocupações”, salienta Thomas.

Com centenas de testes feitos, Thomas guia-nos sobre o processo de apresentação de Laika ao animal. “Não se pode simplesmente colocar o robot no chão e mandá-lo direito ao cão, o mais provável é que se assuste ou se torne agressivo. É preciso deixar o cão cheirar, adaptar-se à presença do robot e recompensar com biscoitos".

A aventura da CamToy começou à sensivelmente ano e meio. Este foi o primeiro grande evento da startup francesa, que procura na cimeira que decorre em Lisboa encontrar investidores, potenciais distribuidores e fazer contactos.

Porquê Laika? “É uma homenagem”, responde Thomas com um sorriso.

A Web Summit, que termina esta quinta-feira, decorre no Altice Arena (antigo Meo Arena) e na Feira Internacional de Lisboa (FIL), em Lisboa. Segundo a organização, nesta segunda edição do evento em Portugal, participam 59.115 pessoas de 170 países, entre os quais mais de 1.200 oradores, duas mil 'startups', 1.400 investidores e 2.500 jornalistas. A cimeira tecnológica, de inovação e de empreendedorismo nasceu em 2010 na Irlanda e mudou-se em 2016 para Lisboa por três anos, com possibilidade de mais dois de permanência na capital portuguesa.

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