Em 2015, "o número de rinocerontes africanos mortos por caçadores aumentou pelo sexto ano consecutivo, com pelo menos 1.338 exemplares mortos", disse a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), em comunicado. "É o nível mais elevado desde o início da atual crise, em 2008", disse a organização, que tem sede em Gland, Suíça.

O tráfico de chifres de rinoceronte é proibido internacionalmente desde 1977 pela Convenção sobre o Comércio de Espécies Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES) embora as vendas tenham permanecido legais na África do Sul até 2008, quando, de súbito, a caça furtiva disparou no país.

A África do Sul é o lar de 80% da população de rinocerontes do mundo. Esta espécie está ameaçada pela caça furtiva, impulsionada pela forte procura de chifres na Ásia, onde se acredita que têm propriedades medicinais. Apesar de o chifre de rinoceronte ser composto inteiramente de queratina, como as unhas dos seres humanos e outras espécies, o preço no mercado negro atinge até 60.000 dólares por quilograma. Mais do que a cocaína.

De acordo com especialistas, que ainda não têm estatísticas precisas, em 2015 o continente africano contava com entre 19.682 e 21.077 rinocerontes brancos, e entre 5.042 e 5.455 pretos.

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