Pedro Baptista, professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, explicou à agência Lusa como fundou a empresa, conjuntamente com Alexandra Fernandes e Filipe Assoreira, e como o projeto se tornou numa empresa, constituída oficialmente só no final do ano passado.

"É uma empresa que visa transacionar a investigação feita ao longo dos últimos 12 anos na Faculdade, de utilizar nanotecnologia para diagnóstico molecular, diagnóstico de doenças humanas, para identificação de agentes patogénicos", explicou.

Depois de o trabalho académico ter atingido o seu "estado certo de maturação", os seus fundadores querem agora mais investimento e projeção internacional, fazendo valer o verdadeiro nome da empresa: Nano4 Global.

"O nosso objetivo é dar a conhecer a Nano4 e o seu potencial. Se tudo correr bem, gostaria de estar na Web Summit à procura de um nível mais avançado de investimento para a globalização", afirmou Pedro Baptista.

A Nano4 Global foi umas das 67 ‘startups' eleitas para representar Portugal na Web Summit, um dos maiores eventos tecnológicos mundiais que se realiza em novembro em Lisboa.

"Estamos à procura de mais investimento. Este ecossistema é muito frágil e são empresas que estão a dar os primeiros passos e a Web Summit é um excelente fórum, não só de apresentação, mas também de aprendizagem com outras empresas", sustentou Pedro Batista.

O responsável reconheceu que há um apoio grande do Estado em empresas desta área numa fase inicial, mas que depois acaba por não ser suficiente.

"É necessário um investimento inicial para arrancar com a investigação e provar que o projeto pode ir para o mercado. Depois mais tarde, quando o projeto já está amadurecido, é necessário outra injeção de capital para poder globalizar e exportar o projeto e é nessa fase que muitas empresas não aguentam", explicou.

Sobre a Nano4, Pedro Batista explicou que a empresa foca-se preferencialmente no diagnóstico.

"A ideia é ter um sistema rápido e simples que permita fazer, de uma forma muito próxima do doente, um diagnóstico da doença, seja ela qual for", adiantou o responsável, sublinhando que, em menos de 20 minutos, é possível ter um resultado para depois ser reportado para um laboratório central.

A empresa trabalha já com alguns hospitais, como o Hospital dos Capuchos, e outros associados à monitorização da tuberculose.

"Neste momento estamos também a trabalhar com o maior instituto de produção e fornecimento de material de diagnóstico e reagentes de diagnóstico da América Latina para a introdução da tecnologia que depois será distribuída para toda a América Latina e alguns estados do sul dos Estados Unidos", acrescentou.

A Web Summit é uma conferência global de tecnologia que decorrerá este ano em Lisboa (e nos dois anos seguintes, com possibilidade de mais dois anos), onde são aguardados mais de 50.000 participantes, de mais de 150 países, incluindo mais de 20.000 empresas, 7.000 presidentes executivos, 700 investidores e 2.000 jornalistas internacionais.

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