A estrela, batizada com o nome de Earendel, que significa “estrela da manhã” em inglês antigo, terá pelo menos 50 vezes a massa do Sol e é milhões de vezes mais brilhante.

O recorde anterior pertencia a uma estrela observada quando o Universo tinha cerca de quatro mil milhões de anos (a idade estimada do Universo é 13,8 mil milhões de anos).

A deteção da Earendel foi possível porque a sua luz foi ampliada e distorcida por lentes gravitacionais, que se formaram devido a uma distorção no espaço-tempo causada pela presença de um corpo de grande massa, no caso um aglomerado de galáxias entre a estrela e o campo de observação do telescópio.

Segundo um comunicado da Agência Espacial Europeia (ESA), parceira no telescópio Hubble, a composição da Earendel “será de grande interesse para os astrónomos”, uma vez que “se formou antes de o Universo ser preenchido com os elementos pesados produzidos por sucessivas gerações de estrelas maciças”.

Os astrónomos esperam obter dados mais precisos da Earendel com o novo telescópio espacial James Webb, em órbita desde janeiro e que observará as primeiras galáxias e estrelas do Universo.

Os resultados da descoberta foram publicados na revista científica Nature.

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