"A Petable é uma aplicação para donos de animais de estimação baseada em medicina preventiva que ajuda os donos a cuidar o melhor possível" dos seus 'bichinhos', explicou à Lusa Inês Viegas, fundadora e administradora operacional da Petable.

"Foi fundada por nós os dois", acrescentou Bruno Farinha, presidente executivo da empresa, acrescentando que, sendo os dois veterinários, a ideia "surgiu da necessidade de comunicar melhor com os donos porque é que as coisas devem ser feitas".

Inês Viegas explicou que o serviço tem um portal de médicos veterinários, em que estes, mediante o pagamento do serviço à Petable, podem contactar com os donos dos animais.

O serviço disponível aos donos é gratuito e permite receberem um 'reminder' [lembrete] das datas das vacinas, consultas, desparasitações, por exemplo.

E qualquer animal pode beneficiar deste serviço, desde uma tarântula, passando por um réptil, embora a informação mais disponibilizada seja para cães e gatos.

"Mas fazemos mais do que isso, temos um sistema de apoio aos donos para doenças crónicas como diabetes, problemas cardíacos ou obesidade e explicamos aos donos porque têm de fazer determinado plano de saúde", adiantou.

A Petable existe há ano e meio e está disponível em português, inglês e espanhol, sendo que em dezembro estará disponível uma nova versão do serviço.

"Temos 40.000 utilizadores e 200 clínicas", apontou, adiantando que os donos dos animais são fundamentalmente portugueses, embora esteja a existir "algum desenvolvimento orgânico no Brasil", mercado que a Petable vai explorar, embora "o próximo passo seja os Estados Unidos".

E a aposta vai manter-se com o novo Presidente norte-americano, Donald Trump? Bruno Farinha respondeu de forma perentória que a aposta nos Estados Unidos avança no próximo ano "independentemente" do chefe de Estado.

"Já estamos a trabalhar com a Universidade do Texas, em Austin. Fechámos agora o primeiro cliente e o primeiro piloto será numa cadeia de hospitais norte-americana", acrescentou.

"Vamos ter também o foco naquele mercado, acho que todas as 'startups' nascem a pensar em ir lá para fora", salientou o presidente executivo.

Já Inês Viegas explicou que as 200 clínicas representam 20% do mercado em Portugal, pelo que "crescer significa crescer para fora", como Espanha, onde se chama Vetable.

Na Web Summit pela primeira vez, a 'startup' já fez o seu 'pitch', o qual correu bem.

"Estamos aqui pela primeira vez, viémos com as expetativas acauteladas por termos falado com pessoas que já tinham vindo" a eventos anteriores da maior cimeira de empreendedorismo, tecnologia e inovação da Europa, disse Bruno Farinha.

"Uma 'startup' que venha para cá [Web Summit] a achar que a vida vai mudar tem a probabilidade muito grande de ficar desiludida", adiantou o gestor.

Isto porque "ninguém vai sair daqui com um cheque", apenas "vai sair com relações que um dia podem dar um cheque", salientou, apontando que é preciso ter expectativas realistas.

Neste evento, a Petable teve várias reuniões com potenciais investidores, mas só o futuro dirá se irá angariar dinheiro.

Atualmente, a empresa fatura entre 5.000/6.000 euros de receitas por mês, crescendo entre 15% a 20% todos os meses, avançou.

"Esperamos que no final de 2017 o valor ronde os 50.000 euros mensais, incluindo Brasil e Estados Unidos", disse Bruno Farinha.

As receitas da empresa provêm das clínicas veterinárias que pagam para ter acesso ao portal e contactar os seus clientes, além das parcerias com farmacêuticas e companhias de seguro.

A Petable contou com investimento da Portugal Ventures e atualmente tem uma equipa própria de 12 pessoas.

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