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Um Dr. House maléfico

A situação é a seguinte: estão a ver quando há um ator que representa uma personagem tão icónica, que se torna difícil não a vermos em qualquer um dos filmes ou séries que esse ator fizer de seguida? Imaginem o Johnny Depp depois de ser o Capitão Jack Sparrow em “Piratas das Caraíbas” ou Neil Patrick Harris após nove anos como Barney Stinson em “How I Met Your Mother”. Outro dos atores que sofreu um pouco com esta maldição foi Hugh Laurie, que ficará para sempre conhecido mundialmente como o carismático Dr. House, personagem que desempenhou durante oito temporadas e que nos deixou pregados ao ecrã na ânsia de descobrir o episódio em que um doente finalmente teria mesmo lúpus (sejamos sinceros: era engraçado esta ser uma das hipóteses em quase todos os doentes que passaram pela série).

Esta semana chegou a Portugal, através da HBO, uma nova minissérie protagonizada pelo ator britânico chamada “Roadkill”. Em pleno contexto pós-Brexit, mas sem que este seja o tema central da narrativa, o primeiro episódio começa com Peter Laurence (Hugh Laurie), um “humilde” político inglês, a sair de um tribunal, depois de ter sido ilibado das acusações que um jornal lhe tinha feito de ter beneficiado da sua posição enquanto Ministro dos Transportes para desviar alguns fundos. Não demoramos muito tempo a perceber que ele, na verdade, era culpado. No entanto, com o nome novamente limpo, Laurence está mais ambicioso do que nunca e deseja ocupar um dos cargos mais importantes do governo inglês: o de Ministro dos Negócios Estrangeiros.

Ainda assim continua a haver algumas pontas soltas e inimigos que vão persistir na tentativa de o desmascarar. Quanto a pontas soltas, descobre que, aparentemente, tem uma filha ilegítima a cumprir pena numa prisão, enquanto a vida de uma das legítimas se torna história para tabloides pelo seu abuso de estupefacientes. Quanto a inimigos, terá, por um lado, a jornalista que o tentou desmascarar, que vai receber mais ajuda e, por outro, a própria primeira-ministra britânica, que vê no seu populismo uma ameaça à sua estadia no poder. Se vamos torcer para que Laurence, um político sem escrúpulos, consiga ser bem-sucedido nas suas táticas corruptas? Claro que não. Mas é difícil não torcer pelo Dr. House.

  • Todas as semanas: A série terá quatro episódios, sendo que o primeiro é o único disponível até agora. Os próximos chegam nas próximas semanas.

créditos: Rodrigo Mendes / MadreMedia

Quem tratava da nossa mente no século XIX?

A resposta é alienistas, numa época em que a saúde mental e a psicologia eram ainda temas tabu e estavam apenas a começar a ser estudados por nomes como Sigmund Freud. Contudo isto não impedia que ocorressem crimes hediondos e difíceis de explicar até para o mais astuto detetive da altura. O termo serial killer ainda nem existia e o crime ainda era olhado como algo muito objetivo, não havendo justificações ou traumas que pudessem justificar a atitude de um criminoso.

“O Alienista”, série da Netflix, decorre na última década do século XIX em Nova Iorque, onde uma série de jovens, que mendigam e fazem o que podem para sobreviver na rua, são morbidamente assassinados em diferentes pontos da cidade. Face a uma polícia nova-iorquina que ainda não tem competências suficientes para apanhar o assassino, fica responsável pela resolução deste caso um trio improvável composto por: Lazlo Kreizler, um alienista que gere um centro onde trata jovens com problemas mentais, John Moore, amigo de Lazlo e ilustrador do New York Times, e Sara Howard, secretária do Comissário da Polícia, Theodore Roosevelt (sim esse), que deseja ser a primeira mulher detetive.

Apanhar o culpado não vai ser tarefa fácil e cada um deles vai ter de aprender a lidar com os seus fantasmas. Lazlo tem uma obsessão por compreender o que leva o criminoso a matar todos aqueles jovens, alguns deles cuidados por si. John é um mulherengo com problemas de bebida que quer mostrar que é tão útil quanto os seus colegas. Sara tem de lidar com um mundo dominado por testosterona, que não a vê como alguém capaz de fazer trabalho policial tão bem quanto qualquer homem, mas como alguém que devia ter preocupações mais fúteis. Simultaneamente, a série retrata a clássica corrupção política e policial que pode estar a proteger o criminoso e, ainda, os primórdios da imprensa cor-de-rosa, cuja desinformação e sensacionalismo tornam o processo mais complicado do que já é.

  • A inspiração: a série é baseada numa saga de livros da autoria de Caleb Carr, lançada em 1995.
  • A segunda temporada já chegou: estreou esta semana, na Netflix, com oito episódios. Na nova aventura, o trio volta a juntar-se, desta vez para resolver o caso do desaparecimento de diversos bebés, que envolve uma conspiração entre EUA e Espanha.

créditos: Rodrigo Mendes / MadreMedia

Sete homens que tentaram fazer a diferença

Diz-se que o timing é tudo e o que não tem faltado nas últimas semanas são conteúdos sobre a política americana, numa altura em que estamos a pouco mais de uma semana do dia das eleições. Em “The Trial of The Chicago 7”, novo filme da Netflix, viajamos até à América de 1968 para analisar um evento que pode ter algumas semelhanças com acontecimentos que observámos nos últimos meses.

Em plena Guerra do Vietname, para onde os EUA estavam a enviar centenas de milhares de recrutas anualmente, uma onda de protesto estava a crescer um pouco por todo o país. Os jovens estavam fartos de ser enviados para um conflito sem sentido e exigiam a paz e a retirada das tropas que estavam a combater naquele país asiático. No mesmo ano, Martin Luther King tinha sido assassinado, por isso o movimento pelos direitos civis estava ainda mais ativo, depois de ter perdido a sua principal figura. Neste cenário cheio de protestos, era notório o descontentamento generalizado com o governo liderado pelo Presidente Democrata Lyndon B. Johnson.

Em agosto de 1968, realizou-se, em Chicago, a Convenção Nacional Democrata, ocasião que levou a que diferentes grupos espalhados pelo país decidissem ir para essa cidade e organizassem uma grande manifestação. No meio de grande aparato, aquilo que era para ser uma manifestação pacífica, tornou-se por momentos num contexto de guerra, com confrontos entre protestantes e polícia. Meses mais tarde, formou-se um novo Governo liderado por Nixon, que considerou que quem organizou o protesto deveria ser condenado pelos acontecimentos.

Oito homens - Tom Hayden, Rennie Davis, Abbie Hoffman, Jerry Rubin, David Dellinger, Lee Weiner, John Froines e Bobby Seale - acabaram sentados numa sala de tribunal. Todos tinham estado no protesto, todos pela mesma razão, mas todos com abordagens diferentes de como o protesto deveria ser feito. Um deles (como o nome do filme indica) estará lá a mais. E, entre flashbacks, dias dos confrontos e sessões de julgamento presididas por um juiz tendencioso, mais do que se salvarem, esses homens vão querer fazer-se ouvir.

  • Caras conhecidas: o filme tem um elenco de luxo composto por nomes como Eddie Redmayne, Sasha Baron Cohen, Joseph Gordon-Levitt, Mark Rylance, Michael Keaton, entre outros.
  • Na gaveta desde 2007: o filme é realizado e escrito por Aaron Sorkin (“A Rede Social”, “Homens do Presidente”), que tem o guião desde esse ano. A ideia para o filme surgiu depois de uma conversa com Steven Spielberg, que até esteve para ser o realizador, mas que se teve de se afastar por motivos de agenda.

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*Nota: a Netflix não patrocina o passatempo, nem tem qualquer tipo de afiliação à newsletter.

Créditos Finais

  • Conversas de Miguel: o novo podcast de Pedro Teixeira da Mota com Carlos Coutinho Vilhena foi lançado esta semana. Vê a versão em vídeo aqui.
  • Não precisa de apresentações: um dos hosts lendários da televisão americana, David Letterman, regressou com o seu programa de entrevistas à Netflix. Vê o trailer aqui.   
  • Continuas a poder ter planos: na Agenda do SAPO24, podes encontrar os diferentes eventos, físicos ou online, que continuam a decorrer de norte a sul do país.

Tens recomendações de coisas que eu podia gostar? Ou uma review de um dos conteúdos que falei?

Envia para miguel.magalhaes@madremedia.pt

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