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Sem isto, a televisão não era o mesmo

Em dias em que vamos ficar fechados em casa, é uma boa altura para imaginar uma realidade em que não houvesse nada de jeito para ver na televisão ou em plataformas de streaming. As telenovelas podem ser um sucesso, mas desconfio que um mundo em que não houvesse séries memoráveis a dar no nosso pequeno ecrã não seria um mundo em que quiséssemos viver.

Esta semana chegou à HBO Portugal uma série considerada por muitos uma das pioneiras daquilo que pode ser chamado a televisão de prestígio. “Twin Peaks” estreou em 1990 e, apesar de contar apenas com três temporadas (a mais recente em 2017), está na maior parte das listas de “Melhores Séries de Sempre”. Criada pelo aclamado realizador David Lynch e por Mark Frost, Twin Peaks é uma cidade fictícia, no estado de Washington, onde Laura Palmer, a rainha de uma baile de finalistas de um liceu, aparece misteriosamente morta, enrolada em plástico num lago próximo.

Para resolver este caso bicudo, chega à cidade o detetive do FBI Dale Cooper (Kyle MacLachlan), que, juntamente com o Xerife local Harry Truman (Michael Ontkean), terá a responsabilidade de descobrir quem é o culpado. Para fazê-lo, além de investigar as pessoas próximas da vítima, Cooper terá de se familiarizar com uma cidade com um ambiente diferente de qualquer outra onde já tinha trabalhado e onde muitas vezes eventos paralelos como relações amorosas, traições e negócios interferem com a investigação.

O enredo é contado através não só narrativas que o tornam uma incrível história de detetives, com bons diálogos, ação e inclusive algum humor, mas também através de elementos surrealistas como sonhos e ilusões para brincar com a realidade. À época, mostrou que uma história em televisão que não brinca com feitiços ou com vampiros e lobisomens, podia também ter este tipo de camadas que, mais do que tornarem-na diferente das restantes, transformavam-na em algo melhor.

  • Isto diz alguma coisa:no total, foi nomeada para 26 Emmys e ganhou 3 Globos de Ouro.
  • Alguém falou em mais uma temporada? Passados 25 anos, a série regressou para uma terceira temporada, em 2017, na Showtime, e regressou com muito do elenco original. David Lynch entrevistado recentemente afirmou que tinha ideias e que não descartava uma quarta temporada.
  • O filme que antecede a série:David Lynch produziu ainda um filme chamado "Fire Walk With Me", que retrata os últimos dias de Laura Palmer antes de ser assassinada e que responde a muitas dúvidas que ficam pendentes na série.
Twin Peaks Twin Peaks
créditos: Rodrigo Mendes / MadreMedia

Nunca é tarde para aprender

Depois de umas horas matinais em que vais poder esticar as pernas na rua, a verdade é que no resto do teu sábado elas vão estar esticadas provavelmente no sofá. Por isso a TV Cine teve a ação solidária de disponibilizar os seus canais de forma gratuita durante o fim de semana para que possas ter conteúdo para te entreter quando tiveres preguiça até para escolher algo numa das plataformas de streaming.

Vais poder ver filmes relativamente recentes como o “Bombshell”, “John Wick 3”, “Velocidade Furiosa: Hobbs & Shaw” e ainda “Exterminador Implacável - Destino Sombrio”, entre hoje e domingo. No entanto, houve um filme mais antigo que me chamou à atenção, ao qual, apesar de ser mais discreto do que todos estes, poderá valer a pena dares uma oportunidade. “Larry Crowne” estreou em 2011 e é uma comédia romântica protagonizada por Tom Hanks e Julia Roberts, o que significa só uma coisa: mau não será de certeza.

O filme pega na premissa de “burro velho não aprender línguas” e conta a história de um homem que, depois de ser despedido do seu emprego de longa data por falta de formação universitária, decide que, aos cinquenta, a única solucão é voltar à escola e conseguir a formação que nunca chegou a ter, caso contrário irá perder tudo o que tem.

Agora, na universidade comunitária, Crowne terá a experiência que nunca teve, aprender coisas que poderão mudar a sua vida e, claro, ter uma crush pela professora que ensina a cadeira mais inútil de todas as que está a ter (ou é assim que ele imagina). No meio de uma possível relação, para si, platónica, Larry poderá aprender ferramentas para o seu futuro onde menos estaria à espera.

  • É tudo dele: Tom Hanks escreveu, protagonizou e dirigiu este filme.
  • Vê aqui: a restante programação do TV Cinepara os próximos dias.

Partir dos números para a ação

Terminar o fim de semana com voltas ao mundo? É isso que vais poder fazer com a série “Jack Ryan” da Amazon Prime Video, plataforma que, ao que tudo indica, passou a estar nos computadores e Smart TVs de mais pessoas depois de uma campanha certamente bem sucedida com a Yorn (disclaimer: fui uma dessas pessoas).

Após uns anos no Exército americano e mais alguns em Wall Street a fazer dinheiro na Bolsa, Jack Ryan estava na fase mais calma da sua vida, se pudermos chamar calmo a um trabalho de escritório na CIA, em Washington. Em vez de perseguir espiões e andar de país em país a proteger informações confidenciais, Ryan limitava-se a analisar transferências de dinheiro suspeitas que pudessem ocorrer no Médio Oriente, havendo umas em particular que investigava há algum tempo, mas às quais ninguém tinha dado muita atenção.

Contudo a chegada de um novo chefe ao seu departamento, deu-lhe a oportunidade de apresentar novamente o seu caso: um homem no Iémen com o nome de código “Suleiman” está a movimentar milhões de dólares em bancos da região e pode ser um terrorista islâmico a preparar um ataque, por isso devia ser dada uma ordem de congelamento das suas contas.

Convencê-lo não foi fácil e foi necessário não seguir uma ou outra ordem, mas a verdade é que a vida de Jack Ryan muda rapidamente, passando de horas numa secretária a olhar para números num computador para horas num avião ao lado do seu “boss”, enquanto perseguem o homem que consideram representar um perigo para a América. A sua nova “tarefa” irá mostrar que Ryan é mais do que um simples analista e necessitará de um secretismo que vai mudar as suas relações de trabalho e amorosas, porque a segurança do país está acima de tudo… ou algo desse género.

  • Caras conhecidas: Jack Ryan é protagonizado por John Krasinski (Jim de “The Office”) e o seu chefe é representado por Wendell Pierce (detetive bunk em “The Wire”). A relação entre os dois é uma das coisas que fazem a série valer a pena.
  • Já vi isto antes: a história deste agente americano foi criada pelo escritor americano Tom Clancy (com 21 livros da saga publicados) e já foi protagonizada no cinema por diferentes atores, entre os quais Alec Baldwin, Harrison Ford, Ben Affleck e Chris Pine.
  • Mais uma a caminho: a série conta com duas temporadas e já foi confirmada mais uma. a estrear em 2021, se a pandemia deixar.

Jack Ryan Jack Ryan
créditos: Rodrigo Mendes / MadreMedia

Créditos Finais

  • Prenda de natal: “Wonder Woman 1984” vai ser lançada em simultâneo no cinema e na plataforma de streamingHBO Max a 25 de dezembro. Ainda não se sabe se em Portugal a HBO Portugal terá o filme nos mesmos moldes. Vê o trailer aqui.
  • Star Wars e Homem-Aranha juntos: não falo de um crossover insólito, mas sim do próximo filme “Chaos Walking”, protagonizado por Daisy Ridley aka Rey no universo das estrelas e Tom Holland aka homem com o melhor disfarce de Carnaval de sempre. Vê o trailer aqui.
  • Sim, podemos ler um livro: na última terça-feira Barack Obama lançou o primeiro de dois volumes das suas memórias enquanto Presidente dos EUA, “A Promised Land”. Além de tentar bater o número de vendas da biografia da sua mulher (“Becoming” de Michelle Obama vendeu 14 milhões de cópias no mundo inteiro), pode ser a salvação para a indústria dos livros este ano, como analisa este artigo do The New York Times.

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