“A estreia em Portugal do espetáculo do último álbum de António Zambujo, ‘Até Pensei que Fosse Minha’, vai ter uma terceira data na Gulbenkian Música. Assim, para além dos concertos dos dias 01 e 02 de março, totalmente esgotados, será realizado um terceiro concerto no dia 3 de março”, segundo o comunicado da sua produtora.

Editado em outubro do ano passado, este novo álbum do criador de “Flagrante” é inteiramente constituído por composições de Chico Buarque.

Em declarações à agência Lusa, nas vésperas do lançamento do CD, António Zambujo afirmou que apresenta “uma visão muito pessoal” das canções de Chico Buarque, que considera “um dos maiores autores da língua portuguesa”.

A ideia de fazer este disco surgiu num ambiente de tertúlia no Brasil com Chico Buarque, que António Zambujo conheceu pessoalmente há três anos.

“A música brasileira sempre teve um papel muito importante na minha formação enquanto ouvinte e enquanto intérprete. Acho que a qualquer altura iria acontecer uma coisa deste género”, explicou o músico.

O álbum apresenta 16 canções de vários períodos da carreira de Chico Buarque, de “Morena dos olhos d’água” a “Até pensei” — tema do qual é retirado o título do disco -, ambas dos anos 1960, passando por “João e Maria” e “Valsinha”, dos anos 1970, e “Cecília”, de 1998.

António Zambujo, Prémio Amália Melhor Intérprete, em 2006, estreou-se no ciclo “Músicas do Mundo”, da Gulbenkian Música, em 2012, num espetáculo em que apresentou o seu álbum “Quinto”.

Segundo Caetano Veloso, António Zambujo, de 41 anos, “é um jovem cantor de fado que faz pensar em João Gilberto” e “é de arrepiar e fazer chorar”.

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