Trata-se da terceira edição deste festival, de cariz competitivo, que aborda a arquitetura a partir da arte cinematográfica e que, além da homenagem prestada através de um filme, vai dedicar também um painel de debate a Nuno Portas.

O filme “A Cidade de Portas”, realizado pelo arquiteto Humberto Kzure e pela cineasta Teresa Prata, retrata, através de distintas vozes, o percurso multifacetado do arquiteto, cujo legado contribui para a valorização e a difusão do conhecimento em Arquitetura e Urbanismo para as gerações futuras.

O documentário sobre o arquiteto português, que inaugura as exibições ao ar livre, no dia 20 de agosto, aborda a cidade como fronteira do pensamento de Nuno Portas, arquiteto, urbanista e professor emérito da Universidade do Porto.

“As suas reflexões, os seus projetos arquitetónicos e urbanísticos, bem como os planos urbanos que coordenou e os livros que escreveu, suscitam um debate profundo sobre a cidade como objeto cultural, repleto de múltiplas ambiências e contradições espaciais, que refletem e definem a experiência quotidiana do ‘ser urbano'”, referem, em comunicado, os organizadores do evento.

Nuno Portas, nascido em Vila Viçosa em 1934, começou a trabalhar no Atelier da Rua da Alegria, em Lisboa, com o também arquiteto Nuno Teotónio Pereira.

Das suas ideias – descritas como “pioneiras, contundentes e ousadas” — nasceram “contributos valiosos” em cidades como Lisboa, Porto, Guimarães, Aveiro, Madrid e Rio de Janeiro.

O outro homenageado do Cinema Urbana é o arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha (1928-2021), que será tema do filme que abre a programação, “Tudo é Projeto”.

O festival inclui três mostras – competitiva de curta e de longa-metragem, mostra fora de concurso (na qual é exibida o filme sobre Nuno Portas) e mostra RIFCA (com filmes indicados por festivais parceiros da Rede Interamericana de Festivais de Cinema, Cidades e Arquitetura).

A mostra competitiva de longas-metragens inclui um filme português, “Brisa Solar”, de Ana Pissarra, com José Nascimento, sobre a cidade de Maputo, capital de Moçambique, que será exibido no dia 26.

Outra produção portuguesa a ser exibida no mesmo contexto é “O que vai acontecer aqui?”, da autoria de Left Hand Rotation Collective, terá exibição no dia 24.

O filme retrata a atuação de movimentos sociais que defendem o direito de habitar a cidade de Lisboa, num momento de intensificação das lutas pelo espaço urbano, que vem sendo alvo da chamada gentrificação.

Ao longo da programação do festival de formato híbrido (presencial e digital), serão também realizados três painéis temáticos com a participação de arquitetos, professores, especialistas de vários países para discutir sobre temas como a arquitetura das cidades latino-americanas e o diálogo entre a arquitetura de Paulo Mendes da Rocha e Nuno Portas.

Na quarta-feira, o primeiro painel será subordinado ao tema “Cidades Atlânticas: diálogo com dois arquitetos: PMR e Nuno Portas” e pode ser assistido através deste link.

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