“O novo projeto de georreferenciação promovido pela AIMRD estende-se desde a nascente do rio Douro, nos Picos de Urbión, em Espanha, ao longo de mais de 890 quilómetros, até à foz, na cidade do Porto, dividindo-se o percurso em 26 etapas, que também podem ser feitas a pé, de bicicleta ou de canoa, sendo guiados por georreferenciação e imagens reais captadas por drone”, explicou hoje à Lusa o presidente daquela entidade transfronteiriça, Artur Nunes.

A georreferenciação destes 26 pontos do rio, aliada a imagens captadas por drone, faz parte de uma estratégia de promoção turística transfronteiriça que está incluída no projeto “Flumen Durius”, dotado de cerca de 1,8 milhões de euros, financiados em 75% por fundos da União Europeia através do programa de cooperação transfronteiriça INTERREG V-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2014-2020, em desenvolvimento desde 2017.

Segundo os promotores do projeto, o visitante, ao aceder ao sítio da Internet www.rutadelduero.es, só terá de descarregar uma aplicação que de imediato dará a localização dos percursos que queira descer no rio Douro, na sua totalidade ou só entre pontos georreferenciados.

“Além do método de georreferenciação, os 26 pontos do Douro incluídos neste projeto foram filmados através de um drone e as imagens reais colocadas na Internet (Youtube), permitindo uma escolha dos percursos a realizar e os meios a utilizar”, concretizou o também presidente do município de Miranda do Douro, um dos parceiros deste projeto.

Para os responsáveis pela AIMRD, esta nova ferramenta “vai permitir aos visitantes ter uma noção real dos territórios que vai visitar”.

“Com este modelo, os visitantes, desportistas ou aventureiros não serão enganados, como por vezes acontece quando se escolhem outros roteiros. Tudo aqui é real”, indicou Artur Nunes.

Este projeto vem complementar o “Guia de Rio”, apresentado em março e que “foi distinguido, recentemente, pela União Europeia, devido às boas práticas ambientais incluídas neste projeto transfronteiriço”.

“O projeto de cooperação transfronteiriça ‘Flumen Durius’ tem como perspetiva valorizar o maior potencial natural existente entre Espanha e Portugal: o rio Douro. Contudo, ainda não se poderá fazer um balanço das ações, já que há mais iniciativas a implementar a breve prazo”, indicou o responsável.

São parceiros no “Flumen Durius” o município de Miranda do Douro, o Ajuntamento do Zamora (Espanha), a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a AIMRD, a Agrupación Empresarial Innovadora para la Construcción Eficiente e a Fundación Santa María La Real del Patrimonio Histórico.

O rio Douro é o mais importante do noroeste da península Ibérica, com um total de 897 quilómetros de extensão, 572 dos quais em território espanhol e 213 navegáveis por terras portuguesas.

Destaca-se o valor da sua paisagem natural e da sua biodiversidade, com um vasto território dentro da Rede Natura 2000 e mais de 5.000 quilómetros quadrados de Locais de Importância Comunitária – Diretiva Habitats, a que se somam os quase 3.000 quilómetros quadrados de troços fluviais integrantes das Zonas de Especial Proteção para as Aves.

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