A Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo explica hoje, em comunicado, que a candidatura, a “única” apresentada por Portugal, foi aceite pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e vai ser analisada entre os dias 13 e 18 de dezembro, em Colombo, no Sri Lanka.

As Festas do Povo de Campo Maior, no distrito de Portalegre, passaram, em dezembro de 2018, a estar inscritas no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial e o processo relativo à candidatura a Património Cultural Imaterial da Humanidade, pela UNESCO, está em curso desde 2015.

Tradição secular e realizadas pela última vez em 2015, estas festividades tradicionais são conhecidas por apresentarem dezenas de ruas, sobretudo localizadas no centro histórico, “engalanadas” com milhares de flores de papel feitas pela população.

Promovidas pela Associação das Festas do Povo de Campo Maior, as festas na vila alentejana só se realizam quando a população quer e são reconhecidas internacionalmente pela sua originalidade e cariz popular, com os habitantes a prepararem, durante meses, a ornamentação das ruas.

Esta tradição, identitária do povo de Campo Maior, tem vindo a ser transmitida de geração em geração oralmente e de forma informal, com os mais velhos a ensinar os mais novos a elaboração das flores que ornamentam os espaços públicos da vila.

A candidatura, que recebeu agora a “luz verde” da UNESCO, foi desenvolvida pelo município, ERT do Alentejo e Ribatejo e pela Associação das Festas do Povo de Campo Maior.
A ERT do Alentejo e Ribatejo sublinha ainda que, caso a candidatura seja aprovada em dezembro, este será o 6.º título da UNESCO a ser atribuído ao território do Alentejo e Ribatejo.

Já estão classificados pela UNESCO o Centro Histórico de Évora e as Fortificações Abaluartadas de Elvas, como Património Mundial da Humanidade.

Já como Património Cultural Imaterial, a UNESCO distinguiu o Cante Alentejano e o Figurado de Barro de Estremoz, no Alentejo, assim como a Falcoaria de Salvaterra de Magos, no Ribatejo, enquanto o Fabrico de Chocalhos, baseado na tradição artesanal de Alcáçovas, em Viana do Alentejo (Évora), consta do Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente.

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