"Um comprador único adquiriu os dois dinossauros. Um particular estrangeiro" que arrematou os exemplares pela Internet, indicou a casa de leilões Binoche et Giquello, responsável pela venda.

Os dois exemplares superaram o preço estimado. O diplodocus, avaliado entre 450.000 e 500.000 euros, foi vendido por 1.443.820 euros (1.781.180 dólares), e o alossauro, estimado entre 550.000 e 650.000 euros, foi arrematado por 1.407.700 euros (1.736.620 dólares).

O "pequeno" alossauro com 60 dentes afiados, mede 3,8 metros de comprimento. Mas seu colega de leilão, o diplodoco, tem 12 metros, do nariz ao rabo.

"O mercado dos fósseis já não é reservado exclusivamente aos cientistas: os dinossauros tornaram-se tendência, objetos de decoração, como os quadros", explicou à AFP Iacopo Briano, especialista da casa de leilões.

Entre os seus famosos colecionadores destacam-se os atores de Hollywood Leonardo DiCaprio e Nicolas Cage, segundo Briano.

Cage chegou a ter de devolver um crânio de Tarbossauro, que havia sido extraído ilegalmente da Mongólia.

"Nos últimos dois ou três anos, os chineses tornaram-se mais interessados pela paleontologia, e têm procurado grandes espécimes de dinossauros encontrados no seu território, para os museus ou mesmo para particulares", disse Briano.

Os novos compradores estão a concorrer contra multinacionais, europeus e americanos ricos e os compradores "tradicionais" de esqueletos de dinossauros, acrescentou Briano.

Em 1997, a McDonald's e Walt Disney estavam entre os doadores que financiaram os 8,36 milhões de dólares necessários para comprar Sue — o Tiranossauro Rex mais completo e bem conservado do mundo — para o Field Museum of Natural History, em Chicago.

"Milhões de pessoas vêm vê-lo, isso dá uma publicidade incrível às empresas", explica Éric Mickeler, especialista em história natural da casa de leilões Aguttes.

Um terceiro dinossauro, um terópode que será leiloado pela casa Aguttes a 4 de junho, mede nove metros de comprimento por 2,60 de altura.

Carnívoros, como o alossauro, saem mais caro que seus congéneres herbívoros.

"As pessoas querem dentes!", explica Mickeler. E também que haja uma história para contar, que apresentem, por exemplo, marcas de combates ou de doenças incuráveis.

Também são consideradas outras características, como a raridade do espécime, a percentagem de ossos verificados e a beleza do seu crânio.

"São preços totalmente absurdos", denuncia Ronan Allain, paleontólogo do Museu de História Natural de Paris. "É o mundo do luxo, não é para nós", acrescenta.

Por Laurence Coustal/AFP

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