A estreia conjunta de “Dia de Festa”, de Sofia Bost, “Ruby”, de Mariana Gaivão, e “Cães que ladram aos pássaros”, de Leonor Teles, “é um ato de resistência e uma celebração do cinema português no feminino”, afirmou a produtora Filipa Reis, em comunicado.

Passados três meses desde o encerramento das salas de cinema por causa da covid-19, “é importante voltar a ter prazer, regressar ao coletivo e afastar o medo”, sublinhou a produtora.

Segundo o ‘plano de desconfinamento’ apresentado pelo Governo, as salas de cinema, assim como de teatros e outros espetáculos, puderam reabrir portas desde 01 de junho, segunda-feira.

A estreia daquelas três curtas-metragens fica marcada para 09 de julho, altura em a exibição comercial de cinema já deverá estar a funcionar com alguma normalidade, ainda que com medidas de segurança e distanciamento social.

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A sessão das três curtas-metragens começará com “Dia de Festa”, primeiro filme de Sofia Bost, que esteve na Semana da Crítica do festival de cinema de Cannes em 2019.

Na altura, a realizadora, de 33 anos, disse à agência Lusa que a curta-metragem “partiu da premissa de uma mãe que não se consegue sentir feliz no dia de anos da filha, e o processo de escrita foi a descoberta daquilo que estaria por detrás dessa personagem, a Mena”, interpretada pela atriz Rita Martins.

“Ruby”, de Mariana Gaivão, chegará aos cinemas depois de ter sido exibido em vários festivais portugueses e estrangeiros, entre os quais o Curtas de Vila do Conde e o Festival de Roterdão.

O filme retrata "uma juventude em autodescoberta, acompanhando a jovem Ruby nos dias antes de a sua melhor amiga, Millie, regressar a Inglaterra", lê-se na sinopse.

Esta é a segunda curta-metragem de Mariana Gaivão, que começou o percurso no cinema como montadora. A primeira curta, "Solo", de 2012, foi distinguida no Canadá.

A estes dois filmes junta-se “Cães Que Ladram aos Pássaros”, de Leonor Teles, estreado em 2019 no Festival de Veneza.

No filme Leonor Teles aborda as questões da gentrificação e da especulação imobiliária, no Porto, mostrando “como é que isto afeta realmente a vida de uma pessoa”, contou no ano passado à agência Lusa.

“Mais do que falar sobre a gentrificação e a especulação imobiliária, interessava-me falar do impacto que isto tem realmente na vida das pessoas. Nas notícias fala-se em números e estatísticas, uma coisa muito abstrata, e eu queria que fosse uma coisa mais real e [mostrar] do ponto de vista emocional o que é estas pessoas vivem, o que é que sentem, porque as vidas de uma família são postas em suspenso”, afirmou.

A curta surgiu no âmbito do projeto Cultura em Expansão, da Câmara Municipal do Porto, que deu “carta-branca” à realizadora para pensar a cidade, sendo o filme o resultado de uma residência artística na cidade.

“Dia de Festa” e “Cães que ladram aos pássaros” são uma produção de Uma Pedra no Sapato, de Filipa Reis e João Miller Guerra, enquanto “Ruby” foi produzido por Primeira Idade, de Pedro Duarte.

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