Verão...parques aquáticos, piscinas. Que cheiro é que lhe vem imediatamente à cabeça quando se lembra das idas à piscina? Pois, esse cheiro que todos pensamos ser cloro, é urina.

Conta o The Guardian, que o aroma nostálgico da piscina, quer seja do verão, quer seja daquela piscina onde aprendemos a nadar, é na realidade o cheiro de subprodutos de desinfeção (disinfection byproducts, em inglês), também conhecidos pela sigla DBP, que “vêm ao de cima” quando as pessoas, em vez de irem à casa de banho, urinam na piscina. O problema é que esses subprodutos que são libertados não são benéficos para a nossa saúde.

“Todos o fazem”

Dezassete por cento dos americanos admite que urina na piscina, de acordo com um estudo feito em 2009 pela Quality and Health Council. Mas entre os nadadores de alta competição esta percentagem é ainda mais elevada.

“Aproximadamente, 100% dos nadadores de alta competição urinam na piscina. Regularmente”, afirma Carly Geehr, um antigo nadador da equipa nacional americana, à Quor em 2012. “Alguns negam, outros admitem-no, mas todos o fazem”.

Michael Phelps e Ryan Lochte, campeões olímpicos, admitem-no como algo natural.

Em 2012, Lochte disse que havia algo na água das piscinas que “nos faz automaticamente fazê-lo”. O segundo nadador mais medalhado da equipa olímpica dos Estados Unidos, admitiu que durante os Jogos Olímpicos de Londres “sujou” muitas vezes a piscina, acrescentado que não o fazia durante as competições, mas sim durante o aquecimento.

Phelps, noutro registo, disse ao Telegraph que achava que “toda a gente urina na piscina. É algo normal para os nadadores. Quando passamos duas horas na piscina, não costumamos sair para ir à casa de banho”.

Ernest R. Blatchley III, professor de engenharia da Purdue University que estuda estes subprodutos desinfetantes, não reage com a mesma naturalidade a este comportamento, “Os nadadores de alta competição têm uma oportunidade para tomar uma posição e assumir a responsabilidade” de alterar o comportamento, disse à Chemical & Engineering News. O cientista pediu aos atletas para terem “práticas higiénicas dentro do comum”.

Um vídeo para explicar isto dos subprodutos de desinfeção

Um vídeo produzido pela American Chemical Society explica que quando a urina, ou outras matérias orgânicas (como o suor, por exemplo), se misturam com os desinfetantes utilizados nas piscinas, criam-se reações químicas que produzem compostos, ou seja, os não desejados subprodutos de desinfeção.

As cloraminas podem causar irritação à pele, olhos e no sistema respiratório, de acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças.

Os DBP podem ser, também, resultado de poeiras, suor e loções que os nadadores levam para a piscina, mas a urina é a responsável em metade dos casos. É por isso que o vídeo descreve como “dever cívico” o ato de ir à casa de banho antes de entrar na piscina.

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