Contactada pela agência Lusa, fonte da comunicação do museu indicou que a nova obra de Rui Chafes “foi criada especificamente para duas salas” daquele edifício pombalino, e a inauguração está prevista para as 18:30 da próxima quinta-feira.

A mostra reúne outras três obras: “Desabrigo” (I, II, III), de 2020, provenientes da Galeria Filomena Soares – as duas últimas da série são expostas pela primeira vez – e ficarão suspensas na galeria grande do museu.

“Desabrigo I”, juntamente com outras quatro obras do artista, foi emprestada à Casa das Artes de Tavira para a exposição “Travessia”, que decorreu em agosto de 2021.

Pela primeira vez a apresentar o seu trabalho no Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva, Rui Chafes, Prémio Pessoa 2015, “desenha um percurso que une as salas, distantes entre si no espaço do museu, criando dois momentos distintos na arquitetura, e na apresentação das obras em exposição”.

A mostra divide-se nestes dois momentos, em “dois espaços separados por mais de um século na sua génese: o edifício onde funcionou a Fábrica de Tecidos de Seda, de meados do século XVIII, e o edifício fabril, que compõe a galeria grande, construído em 1923”, assinala o Museu Vieira da Silva.

Apesar de serem hoje parte de um espaço único, que é a fundação com o nome do casal de artistas, “foram mantidas e são visíveis as marcas que revelam a autonomia de cada um dos edifícios, anterior à sua união e transformação em museu”, acrescenta a informação da mostra, sobre a arquitetura.

“Dois momentos e uma mesma vontade de encarar o vazio como único destino possível da arte. Como no final não iremos encontrar nada, o melhor é irmos vendo quem vamos sendo. Ainda não somos o que fomos, ainda estamos a caminho de nós próprios”, indica uma nota de imprensa citando o artista, distinguido em 2021 com o prémio da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA), para as artes visuais.

Nascido em 1966, o escultor Rui Chafes formou-se pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, em 1989, tendo depois estudado com Gerhard Merz, na Künstakademie de Dusseldorf, Alemanha, entre 1990 e 1992.

Além da escultura, o artista desenvolve também a prática de desenho, e é autor de reflexão teórica publicada em obras como “Entre o Céu e a Terra” (2012), tendo ainda traduzido e editado obras seminais do romantismo alemão.

Do seu longo percurso expositivo, destacam-se as Representações Oficiais Portuguesas às Bienais de Veneza, em 1995, e de São Paulo, em 2013.

A exposição “Desabrigo” é organizada em parceria com a Fundação Carmona e Costa, em colaboração com a Galeria Filomena Soares, e ficará patente até 15 de janeiro de 2023.

Até a essa data, e a partir de 23 de setembro, a Fundação Vieira da Silva irá também inaugurar, na Casa-Atelier, a exposição “Ponto de fuga”, com um conjunto de obras em desenho e pintura da artista Maria Tomás, realizadas nos anos de 2020 e 2022.

As obras expostas foram trabalhadas e pensadas para o espaço da Casa-Atelier e são o corpo que resulta “do encontro entre o imaginário característico de Maria Tomás e a vivência social e política deste período tão particularmente surpreendente, mas que possui algumas características similares ao da fuga do casal Arpad — Vieira, quando da sua ida para o Brasil em ambiente de guerra”, contextualiza o museu.

Nascida em Santa Maria, nos Açores, Maria José Tomaz Pacheco Medeiros vive e trabalha em Lisboa desde 1961.

AG // MAG

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