"'Contrato Natural' junta artistas residentes em Portugal numa reflexão de alcance global. Este conjunto de artistas propõe, sob diversas formas - performance, fotografia, escultura e vídeo -, reflexões sobre ‘extractivismo’. Estas são reflexões que atravessam o nosso mundo, o ecossistema que nos sustenta e o nosso modelo de desenvolvimento", pode ler-se na sinopse da mostra, com curadoria de Bruno Leitão, que vai estar patente a partir dest sexta-feira, dia 20, até 30 de dezembro.

"Todos os artistas [escolhidos] trabalham de forma crítica sobre estas questões", avisa a apresentação da mostra.

A exposição apresenta várias disciplinas diferentes, do cinema, com o filme "Eldorado XXI" (2016), de Salomé Lamas, à performance, com "Death Grip", de Diana Policarpo, ou à escultura, contando com "Soul House", de Andreia Santana.

Inclui ainda trabalhos de Jérémy Pajeanc, Yuri Firmeza e Jaime Lauriano, numa mistura de vozes em debate sobre o tema da exploração da natureza e a sua transformação em recursos, e as implicações que isso tem no planeta e nos próprios trabalhadores que levam a cabo esse tipo de trabalhos.

"Não há uma visão clara, a exposição não tem a tentação de dizer o que é preto e o que é branco. Há muitas 'nuances', trabalhos mais e menos esperançosos, mais e menos negativos", refere o curador.

O título da exposição vem de uma obra homónima do filósofo francês Michel Serres (1930-2019), que explora "uma relação de subserviência" estabelecida pelo ser humano com o mundo natural, conta Bruno Leitão.

Andreia Santana questiona em "Soul House" "a condição do artefacto como abrigo", num trabalho que partiu de investigação sobre o Antigo Egito, enquanto o brasileiro Jaime Lauriano reflete sobre democracia racial, os Descobrimetos e a "mercantilização colonial".

Yuri Firmeza reúne uma série de fotografias sobre "a história da Fordlandia, um empreendimento industrial de Henry Ford nas margens do rio Tapajós", na Amazónia, que acabou abandonado na década de 1940. A propósito, Jérémy Pajeanc irá promover a instalação "Le cimetière des éléphants".

"Eldorado XXI", premiado no Porto/Post/Doc de 2016, segue um mineiro nos Andes, enquanto Diana Policarpo apresenta, em Portugal, "Death Grip", que estreou na Whitechapel Gallery e com a qual venceu o Prémio Novos Artistas EDP de 2019, em dezembro do ano passado.

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