O ensaio, o único da final aberto à imprensa, estava marcado para as 13:00 e poucos minutos depois ouvia-se, através de altifalantes, uma voz a ordenar que todos tomassem os seus lugares.

Por essa hora, a mesma voz avisava que Salvador Sobral “só ensaia depois”. O vencedor da edição do ano passado irá interpretar na final, em dupla com o brasileiro Caetano Veloso e acompanhado ao piano por Júlio Resende, o tema que deu a Portugal a primeira vitória no concurso, “Amar pelos dois”.

O espetáculo da final, marcado para sábado à noite, tem uma estrutura semelhante aos das semifinais, iniciando-se com um vídeo de Lisboa, onde são usadas imagens com sons da cidade, do barulho dos elétricos a passarem nos carris ao com que a canela faz ao ser colocada num pastel de nata.

Desta vez, além dos concorrentes, haverá artistas convidados, e a primeira a entrar em palco é Ana Moura, com o tema “Sou do Fado”, a marcar o arranque da cerimónia, seguindo-se Mariza e “Barco Negro”.

A banda sonora do tradicional desfile das bandeiras, momento em que os intérpretes dos países a concurso atravessam o palco, é tocada ao vivo pela dupla Beatbombers (os portugueses DJ Ride e Stereossauro), campeões mundiais de ‘scratch’.

Depois do momento em que as apresentadoras (a atriz Daniela Ruah e as apresentadoras de televisão Filomena Cautela, Sílvia Alberto e Catarina Furtado) declaram abertas as votações do público, por televoto, subirá ao palco o músico e produtor Branko, que preparou a atuação “Som de Lisboa”, para a qual convidou Sara Tavares, Plutónio, Dino D’Santiago e Mayra Andrade.

Numa emissão televisiva que a organização prevê ter um potencial de 200 milhões de telespectadores, Branko aproveita para mostrar ao mundo o trabalho que tem feito de mistura entre música eletrónica e a chamada música da lusofonia, de países como Cabo Verde e Angola.

Antes de os júris dos 43 países que concorreram este ano ao concurso entrarem para anunciar as votações atuará Salvador Sobral. O ensaio de hoje acontecerá mais tarde, já longe dos olhares dos jornalistas, fotojornalistas e repórteres de imagem. A organização não explicou porquê.

Filomena Cautela, no entanto, seguiu o guião e disse que foi “um momento para recordar”.

Quem assiste ao espetáculo dentro da Altice Arena perde alguns elementos das atuações, que são adicionados em pós-produção vídeo, como as imagens que acompanham a música da Lituânia ou o piano e o violino virtuais tocados pelo intérprete da Noruega.

Depois das atuações, os cantores recolhiam aos bastidores, o que fez com que nos momentos em que Filomena Cautela está na ‘Green Room’, o espaço onde as delegações dos países se vão instalando, os intérpretes fossem substituídos por elementos da produção.

O momento em que são anunciadas as votações do público e dos júris também foi ensaiado, mas com valores inventados.

Hoje ganhou a Irlanda, no sábado se verá.

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