Habitualmente marcada para decorrer entre maio e junho, a pandemia impediu a realização da Feira do Livro de Lisboa, realizada todos os anos no Parque Eduardo VII no centro da capital.

A feira literária, porém, vai mesmo acontecer, entre 27 de agosto e 13 de setembro, e a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), coorganizadora do evento com a Câmara Municipal de Lisboa, informa em comunicado que vai ser a segunda maior de sempre devido à "com adesão massiva de editores e livreiros em ano de pandemia.

Porém, para que a Feira do Livro possa decorrer em condições de segurança, os organizadores adotaram "medidas de mitigação da Covid-19" que "levaram à adaptação do formato e da programação para garantir a manutenção do distanciamento social", refere a nota.

Entre estas medidas consta o estabelecimento de uma lotação inicial de 3300 pessoas em simultâneo no recinto, havendo controlos à entrada. A organização refere que o número inicialmente avançado é "conservador e com uma ampla margem de segurança para aquelas que são as recomendações da DGS", mas até poderá ser ajustado "por acordo e sob as orientações da Proteção Civil da CML".

Quem entrar no recinto vai também ser obrigado a usar máscara, esteja a trabalhar nos expositores ou apenas a visitar a feira. Por todo o espaço da feira vão ser colocados dispensadores de álcool gel e a própria disposição da feira foi alterada.

Segundo o comunicado,  a organização "optou por dispensar infraestruturas consideradas não essenciais e apostar na realização de atividades ao ar livre", diminuindo o número de espaços de restauração e eliminando os lugares sentados nas praças. Por outro lado, vão ser criados "dois novos auditórios, também ao ar livre, que se encontram afastados das alamedas de circulação, junto ao passadiço, onde serão realizadas algumas das atividades previstas na programação do evento".

Dado não só haver uma lotação de visitantes como até menos lugares para se sentar por todo o recinto, a organização sugere ainda que as pessoas façam "inscrição prévia junto das respetivas editoras" se quiserem participar em "apresentações de livros, lançamentos, palestras, workshops e sessões de autógrafos".

De resto, a APEL anuncia estarem previstas mais de 800 atividades no seu Programa Cultural, sendo que esta edição vai contar com 310 pavilhões, 117 participantes e com a representação de 638 marcas editoriais.

Algumas das iniciativas de outros anos vão ser mantidas, como a Hora H — período entre as 21h00 e as 22h00, de segunda a quinta-feira, onde vigoram descontos mínimos de 50% em livros lançados há mais de 18 meses —, ou a “Doe os seus Livros”. Organizada em conjunto com o Banco de Bens Doados (BBD), o seu propósito é que os visitantes doem os livros novos ou usados que não queiram guardar, sendo que estes serão encaminhados para as crianças apoiadas por instituições que integram a rede do BBD.

A Feira do Livro de Lisboa estará aberta das 12h30 às 22h00 de segunda a quinta-feira, encerrando à meia-noite à sexta-feira e ao sábado. Durante o fim-de-semana, a feira abrirá às 11h00, mas ao domingo encerra às 22h00.

O evento decorre em simultâneo com a Feira do Livro do Porto, iniciativa da câmara municipal que se realiza entre 28 de agosto e 13 de setembro, nos jardins do Palácio de Cristal, uma sobreposição que vai levar a que várias editoras não marquem presença.

As duas feiras literárias já não aconteciam praticamente ao mesmo tempo há mais de uma década.

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