O filme de estreia de Uricaru, radicada nos Estados Unidos desde 2001, estreou-se no festival de Berlim, na secção Panorama, e é uma produção romena, canadiana, alemã e sueca, explorando o ‘sonho americano’ e as consequências de o perseguir.

A história segue Mara, uma jovem romena que se mudou para os Estados Unidos com o filho de nove anos, Dragos, casando-se com um norte-americano e enfrentando, depois, várias barreiras relacionadas com os departamentos de imigração daquele país.

O júri deste prémio, composto por Ángel Santos, diretor artístico do festival de Pontevedra, pelo cineasta Luís Galvão Teles e pela diretora de casting Nancy Bishop, decidiu ainda atribuir duas menções honrosas, uma a “I’m not a Witch”, de Rungano Nyoni (Zâmbia), e outra a “Winter Brothers”, de Hlynur Palmason (Islândia).

Na categoria de documentário, o Lince de Ouro foi para “Sand and Blood”, dos austríacos Angelika Spangel e Matthias Krepp, explorando a guerra na Síria e no Iraque, pela perspetiva de refugiados na Áustria e por vídeos recolhidos de várias redes sociais.

Na mesma categoria, o júri atribuiu ainda uma menção honrosa a “Lupo”, do português Pedro Lino, que venceu também o Prémio do Público Cineuropa para longas-metragens, sendo “Snake”, do lituano Titas Laucius, o escolhido da plateia nas ‘curtas’.

Nos galardões destinados a curtas-metragens, o Lince de Prata coube ao austríaco Bernhard Wenger, por “Excuse Me, I’m Looking for the Ping Pong Room and my Girlfriend”, com o colombiano Juan Sebastián Quebrada a receber uma menção honrosa por “The Treehouse”.

No que toca a ‘curtas’ documentais, o polaco Jabuk Radej levou para casa o Lince de Prata por “Dust”, com “Conection”, de Horizoe García Miranda (Cuba), distinguida com menção honrosa.

Noutras categorias, a norte-americana Sarah Friedland recebeu o prémio de melhor ‘curta’ experimental por “Home Exercises”, enquanto “Oh Mother!”, da polaca Paulina Ziolkowska, foi a obra escolhida na categoria de animação.

O Grande Prémio Nacional, que distingue uma curta-metragem portuguesa, foi para “Água Mole”, de Laura Gonçalves e Alexandra Ramires, com menções honrosas para “Fidalga”, de Flávio Ferreira, e “Uma Formiga”, de João Veloso.

A 14.ª edição do FEST arrancou a 18 de junho e termina na segunda-feira, depois de ter exibido, em Espinho, mais de 240 filmes, organizando ainda dezenas de atividades paralelas, da formação a sessões para crianças e famílias e projeção de filmes na praia da Costa Verde.