Ana Sofia Antunes falava no encerramento do Encontro Anual das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens, que se realizou no Funchal, onde admitiu a necessidade de rever os incentivos às famílias, apostar na prevenção de situações de risco e criar condições para que, já a partir do próximo ano, possa ser aumentado o acolhimento familiar de crianças em risco.

Há "a necessidade de avançarmos com projetos-piloto ao nível do acolhimento familiar, porque sabemos que, neste momento, em Portugal, apenas temos 3% das crianças retiradas nesta resposta", disse Ana Sofia Nunes, na sessão de encerramento do encontro.

A governante reconheceu que o número de famílias disponíveis para acolher crianças em situação de risco "é de facto muito baixo", razão pela qual defendeu ser preciso "rever os incentivos que se atribuem às famílias para esse efeito".

Ana Sofia Antunes também considerou importante a aposta "mais intensa no trabalho de prevenção nas situações de risco", reconhecendo que este só será "eficaz e mais responsável" com reforço técnico.

A secretária regional da Inclusão e dos Assuntos Sociais da Madeira, Rubina Leal, por seu lado, desafiou a secretária de Estado do Governo da República a disponibilizar mais recursos técnicos, "para um trabalho de proximidade".

O Encontro Anual das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens reuniu no Funchal, nos últimos três dias, cerca de 650 técnicos do país.

O próximo encontro realiza-se em maio de 2017, em Idanha-a-Nova.

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