Veja aqui o episódio de Gregório Duvivier no podcast RESET, apresentado por Bumba na Fofinha:

Há 16 episódios, distribuídos por duas temporadas, que a host Mariana Cabral convida várias personalidades que não têm medo de falar de falhar. O resultado está à vista no podcast Reset, powered by Delta Q, que até já ultrapassou fronteiras. Desta vez, o café foi tomado na companhia de um dos nomes mais conhecidos da comédia atual no Brasil, Gregório Duvivier.

O humorista, ator, escritor, e, acima de tudo, "falhado" (o que vem mesmo a calhar para a conversa) considera que toda a sua vida foi um conjunto de "fracassos profissionais", mas o sucesso de vários projetos da sua autoria como o canal de YouTube "Porta dos Fundos" prova o contrário.

Apesar da profissão, Gregório Duvivier diz ser tímido desde pequenino e admite que tem vários problemas sociais, algo que "é comum" entre atores. Contudo, entre interpretar personagens ou escrever sketches humorísticos, a sua principal dificuldade é mesmo dançar. "Eu adoraria gostar de dançar mas eu não consigo abolir o meu super-ego a ponto de mexer o corpo de uma maneira que faça sentido", confessa.

Ainda assim, no meio de tanta introversão, foi o caminho do humor que lhe permitiu não ter medo do ridículo. "A vantagem do humor é que você entende que do chão não passa, em termos de ridículo. Quando eu percebi que o pior que podia acontecer é rirem da minha cara — e isso não é grave, isso é inclusive aquilo que eu faço para minha vida, se rirem é ótimo —, foi uma libertação, eu acho. Você aprende que o pior que pode acontecer é rirem".

Porém, até nessa missão de fazer as pessoas rir, admite falhar.

"Eu não me acho uma pessoa naturalmente engraçada. Compara com os meus colegas. Eu, por exemplo, não sei fazer nenhuma imitação. Eu não sou rápido de improviso. Eu não tenho cartas na manga. Eu seria muito mau num programa de comédia, tipo 'Saturday Night Live da vida'". E é por isto que não acredita ter síndrome de impostor, mas sim ele próprio ser um impostor. 

Distraído por natureza, procrastinador assumido, gostava de ser mais organizado. Mas vê na dispersão uma fonte de criatividade. "Quando escrevo, me dou ao direito de pensar noutra coisa". Foi assim que nasceram muitos dos seus trabalhos, sobre os quais falou com Mariana Cabral. Outros ainda estão nas folhas do "caderno das ideias" (que de vez em quando gosta de ler, pois quem sabe se um dia não serão metidas em prática).

Gregório Duvivier também não esconde que a passagem do tempo na profissão o assusta e diz que tem medo de não saber lidar com a geração seguinte. "Eu tenho medo de virar um comediante velho. É muito difícil a gente envelhecer na nossa profissão. Com novidade, com frescura, e sem rancor, que é muito comum nos comediantes. Sem falar mal dos novos".

Em jeito de fecho, admite trabalhar diariamente para não ser tão apegado à atenção que recebe.

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Este foi o último episódio da segunda temporada do podcast RESET. Tanto este como os anteriores (inclusive da primeira temporada) podem ser recordados aqui. Mariana Cabral recebeu muitos convidados de diferentes áreas: músicos, atores, comediantes, chefes de cozinha e todos aqueles que não tenham medo de falar dos seus falhanços.

No entanto, acontece que o Reset é um podcast com uma vertente solidária. No final de cada episódio, a personalidade convidada escolhe uma associação para apoiar, à qual a Delta Q faz uma doação de 500 euros. Aconselhado pela anfitriã, a escolha de Gregório Duviver foi o IPO - Instituto Português de Oncologia.

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