O escritor norueguês Karl Ove Knausgaard juntou-se a uma lista que já inclui nomes como Margaret Atwood, David Mitchell e Elif Shafak, todos escolhidos pela sua capacidade de “captar a imaginação” das gerações atuais vindouras.

A Future Library, um projeto que conta com o apoio da cidade de Oslo, vai ser erguida na floresta de Nordmarka, onde em 2014 foram plantados mil abetos que daqui a 100 anos serão abatidos e transformados em papel. E será neste papel que os manuscritos dos autores selecionados até lá serão impressos e então tornados acessíveis aos leitores.

“É uma ideia brilhante, gosto mesmo muito da ideia de virmos a ter leitores que ainda nem nasceram. Gosto que aconteça daqui a 100 anos e da lentidão da floresta a crescer”, afirmou Knausgaard.

É diferente escrever para leitores que só lerão daqui a 100 anos? O escritor considera que não, que a responsabilidade moral e ética é a mesma. “Não nos podemos dar ao luxo de pensar em quem vai ler quando estamos a escrever, temos de estar livres desses pensamentos. Se quisesse escrever sobre as pessoas que me rodeiam, podia pensar que era possível levar a honestidade 100% ao limite, porque não irão ler. Mas, na realidade, não há qualquer diferença. Temos as mesmas obrigações”, afirmou ao jornal Guardian.

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