A organização do prémio anunciou hoje a primeira, e a mais longa, lista dos candidatos ao Prémio Internacional Man Booker 2018, que distingue os melhores trabalhos de ficção de todo o mundo, traduzidas para língua inglesa, e que este ano conta com traduções de dez idiomas diferentes, da Europa, Ásia, América do Sul e Médio Oriente.

“The White Book”, de Han Kang e com tradução de Deborah Smith, e “The World Goes On”, de László Krasznahorkai e traduzido por John Batki, Ottilie Mulzet & George Szirtes, colocaram os seus autores de novo na corrida a um dos mais importantes prémios para trabalhos de ficção traduzidos para língua inglesa, de todo o mundo.

Entre os candidatos, contam-se três de Espanha, fazendo deste o país mais representado na lista, com “The Impostor” (“O impostor”, em Portugal), de Javier Cercas (traduzido por Frank Wynne), “Like a Fading Shadow”, de Antonio Muñoz Molina (Camilo A. Ramirez), e “The Dinner Guest”, de Gabriela Ybarra (Natasha Wimmer).

França tem dois autores finalistas: Laurent Binet, com “The 7th Function of Language” (editado em Portugal com o título “A sétima função da linguagem”), traduzido por Sam Taylor, e Virginie Despentes, por “Vernon Subutex 1”, também traduzido por Frank Wynne, o único tradutor que aparece nomeado duas vezes.

A escritora alemã Jenny Erpenbeck é outra das nomeadas para o prémio, pelo romance “Go, Went, Gone”, na tradução de Susan Bernofsky, tal como a argentina Ariana Harwicz, com “Die, My Love”, traduzido por Sarah Moses & Carolina Orloff.

Os restantes autores que figuram na primeira lista de finalistas são oriundos da Áustria, do Iraque, da Polónia e de Taiwan.

O austríaco Christoph Ransmayr foi nomeado por “The flying Mountain” (traduzido por Simon Pare), o iraquiano Ahmed Saadawi por “Frankenstein in Baghdad” (Jonathan Wright), a polaca Olga Tokarczuk por “Flights” (Jennifer Croft), e Wu Ming-Yi pelo romance “The Stolen Bicycle” (com tradução de Darryl Sterk).

A lista foi selecionada por um júri, presidido por Lisa Appignanesi, autora e comentadora cultural, e integrado pelo poeta, e tradutor alemão Michael Hofmann, pelo romancista Hari Kunzru, pelo jornalista e critico literário Tim Martin, e pela autora de romances, peças e contos Helen Oyeyemi.

Lisa Appignanesi destacou que ser júri deste prémio “tem sido uma aventura emocionante”.

“Viajamos por países, culturas e imaginações, de alguma forma, para chegar ao que poderia ter sido uma lista ainda maior”, afirmou, sublinhando a descoberta de “uma riqueza de talentos, de variedade de formas e de alguns escritores anteriormente pouco conhecidos em inglês”.

A lista final de seis livros será anunciada a 12 de abril e o vencedor do prémio de 2018 será anunciado a 22 de maio, em Londres.

O vencedor do prémio Man Booker Internacional 2017 foi o romance “A Horse Walks Into a Bar” (“Um cavalo entra num bar”, editado pela D. Quixote), de David Grossman, traduzido por Jessica Cohen e publicado editora Jonathan Cape.

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