Não é pergunta que, tipicamente, dê início a uma entrevista a um candidato presidencial. Muito menos quando essa pessoa é candidata à Casa Branca, casa do presidente dos Estados Unidos da América, num país que desde pequeno se olha ao espelho e diz para si que é o maior do mundo e que o repete, constantemente. Mas Judah Friedlander e só é “Future President” em palco, por isso arriscámos:

Porque é que os Estados Unidos não é o melhor país do mundo?

O que me acabou de dizer é fake news. Como sabe, não só os Estados Unidos é o melhor país da América, e não tem como contestar isto, como também o comité do ranking do mundo nomeou-nos número um em todas as categorias.

Ouvi dizer que o Judah é um grande fã de futebol. Também são o número em soccer?

Sim, a nossa equipa feminina é campeã mundial.

E a masculina?

Bem, eu estou impedido de jogar. A FIFA baniu-me de poder jogar futebol. A minha estrutura óssea é demasiado sólida. Se um jogador me desse um pontapé no queixo, o pé dele morreria. Foi por isso que me impediram de jogar. Se me deixassem entrar em campo, a seleção masculina também seria a número um.

Ou seja, quando vier atuar em Portugal não existirá qualquer hipótese de Cristiano Ronaldo se aproximar de si.

Ele anda a evitar-me há anos. Nunca o conheci, o que acho que é mais do que prova de que ele tem medo de mim. Ele pode ser o número sete, mas eu sou o número um.

Esta foi das poucas certezas que conseguimos arrancar a Judah Friedlander sobre a estreia do solo “Future President” em Lisboa, no dia seis de junho no Teatro Tivoli: num espetáculo produzido pela H2N, o humorista norte-americano, conhecido pelo humor interativo, sagaz e intelectual, cujo último especial, disponível na Netflix, ficou entre os cinco melhores do ano para o New York Times, promete trazer material 100% novo e o registo de sempre, altivo e naquele tom de voz arrastado com que começou esta entrevista.

Ao SAPO24, depois de despir a pele de “Future President” e de atleta renegado, falou de humor, sobre a importância de falhar, sobre pessoas, e a importância de se dar uma segunda oportunidade, da política de descriminalização de drogas em Portugal e, claro, sobre os Estados Unidos.

O país do outro lado do Atlântico é inevitavelmente o pano de fundo da conversa. Há coisas a dizer sobre Donald Trump, que “não é a doença, mas o sintoma da doença”. Sobre o humor “óbvio e preguiçoso” que falhou contra o atual presidente norte-americano durante a campanha presidencial. Há coisas a dizer sobre o que separa a arte do artista e o que não separa a arte do artista. Há coisas a dizer sobre um país em que é possível fazer seis espetáculos de comédia numa só noite. Há coisas a dizer sobre as redes sociais que nos levaram o contexto dos temas e que nos puseram a ‘gritar’ por cima de títulos.

Esta é uma conversa sobre um país que acha que o problema reside numa só pessoa, que não percebe que os problemas vêm de trás e que continua a repetir constantemente que é o melhor do mundo. Também é uma conversa sobre um narcisismo que se traduz numa piada do próprio Judah: "A América é muito boa a olhar pela janela, mas não tão boa a olhar-se ao espelho".

créditos: H2N

Há um dúvida que nunca tive oportunidade de poder esclarecer devidamente e que acho que o Judah me pode ajudar. Durante as eleições presidenciais, Donald Trump foi um alvo de humoristas como não me lembro de alguém ter sido. Todos os dias havia piadas, sátiras… o que é que correu mal?

Numa dimensão cómica, muitas pessoas falaram dele… mas o humor feito contra Trump não era muito forte, era óbvio e preguiçoso. Quer dizer, olhamos para ele e é um alvo fácil. Eu prefiro satirizar e fazer piadas sobre como chegámos até aqui em vez de ir contra ele, porque acho que o problema é maior do que isso. Há um jornalista de política nos Estados Unidos, Chris Hedges, que fala muitas vezes sobre Trump não ser a doença, mas sim um sintoma da doença.

A América já estava doente?

Basicamente. Há uma razão para o termos como presidente e há uma razão para ele ter vencido e não é porque apanhámos uma constipação. Eu sei que há muita gente na América que acha que se nos livrarmos de Donald Trump tudo volta a ficar bem e isso não é verdade. Se as coisas estivessem bem nunca o teríamos tido como presidente. As coisas estão demasiado lixadas no país e a maior parte das pessoas não quer olhar para isto… Eu tenho uma piada, que nem faço sempre, mas que basicamente diz: A América é muito boa a olhar pela janela, mas não tão boa a olhar-se ao espelho.

Há uma espécie de negação ao não reconhecer que o problema é maior do que aquela pessoa?

Muita gente diz que “Trump é terrível” e o problema é que essas pessoas acham que se ele sair da Casa Branca fica tudo bem. Mas o ponto é: as coisas já não estavam bem. E a maioria das pessoas não quer admitir ou lidar com isso. É como se quisessem pôr um penso em vez de realmente tratar a ferida.

E até onde vai a ferida?

O governo não trabalha para as pessoas. O nosso governo trabalha para corporações multimilionárias, assim como a nossa indústria militar. Mas mais do que isso, é a corporização da América. A maioria das leis é escrita por pessoas ricas para proteger pessoas ricas. Nós não temos um grande partido que lute pelas pessoas. Não temos um sistema de saúde público. Quer dizer, acho que isso mostra o quanto o nosso governo não se importa com as pessoas, mas sim com as seguradoras e que elas tenham lucros. Acho que tudo se resume a isto: o Estado em vez de tomar conta das pessoas usa-as. E isto atravessa os vários partidos. Muitas das pessoas olham para a classe política americana como o wrestling dos anos 80, onde só há os bons e os maus.

“Não interessa se és Republicano ou Democrata, as nossas escolas públicas, os nossos media estão sempre a repetir esta ideia de que a América é o maior país do mundo. E se isto é ensinado desde tão cedo a toda a gente, torna-se difícil perceber que não somos.”

 

Quem são os heróis e vilões da política americana?

Primeiro do que tudo, tenho de dizer que sou uma pessoa que não gosta do Trump, mas sou também alguém que não gostava do outro lado. Sim, eu acho que o Trump é pior, mas isso não quer dizer que acho que os outros são bons. Ele é, provavelmente, o pior e mais perigoso presidente de que eu me consigo lembrar, mas isso não significa que os outros sejam bons. Portanto, a mentalidade aqui é se votas no partido Republicano achas que eles são os bons e que os Democratas são os maus. Se votas no partido Democrata, vice-versa. Para mim, há um grande grupo de pessoas más, e outro onde estão as piores. Basicamente: são dois grupos de bandidos.

Essa solução confinada só aos partidos Republicano e Democrata é uma teia muito americana, pelo menos é o que transparece cá para fora.

No meu especial na Netflix [America is the greatest country in the United States] isso é o que está por trás de todo o espetáculo, o narcisismo americano, onde desde o início é-nos dito que somos o maior país do mundo. É isso que os americanos pensam. Eu não acho que na maioria dos países seja ensinado isto. E é algo que atravessa todas as plataformas políticas. Não interessa se és Republicano ou Democrata, as nossas escolas públicas, os nossos media estão sempre a repetir esta ideia de que a América é o maior país do mundo. E se isto é ensinado desde tão cedo a toda a gente, torna-se difícil perceber que não somos. As pessoas não veem as falhas no país. Nós não somos necessariamente o melhor país do mundo. Aliás, toda a ideia de classificar países é tão ridícula. É uma forma estranha de olhar para as coisas e, em última instância, de fazer outros países odiarem-se. Se estamos sempre a falar do quão grande somos, isso significa que estamos a desrespeitar outros países. Não cria propriamente uma grande ambiente.

Classifica o seu humor como político?

Depende do que queres dizer com político. Eu não falo de estratégias políticas, falo sobre direitos humanos e sobre como as pessoas do meu país e o governo se comportam. Sobre como o governo fala às pessoas, como as engana… Não digo ‘oh, este político disse isto e esta pessoa disse aquilo’ e aqui está uma piada sobre isso. Faço uma sátira sobre o grande tema e sobre como lidamos com ele. Portanto, nesse sentido podes dizer que é político.

Usa a comédia como arma?

Não sou narcisista ao ponto de achar que tenho algum poder. Estou literalmente só a fazer comédia. Não gosto de dizer às pessoas o que pensar, gosto de as levar a pensar. Nunca tento apregoar nada. Se há algumas mensagens no meu material terá de ser o público a vê-las por si. As punchlines e a minha atitude são, normalmente, o sentido da piada. Quando digo coisas com um exagero tal, quero dizer o oposto, quando digo algo tão extremo que provoca risos, estou a dar ao público um tema sério através de uma perspetiva que ainda não tinha sido considerada. Mas não, não sou uma pessoa que faz comédia a apoiar um determinado partido político. Infelizmente, acho que a maioria dos governos foi feita para iludir as pessoas e não para as ajudar. Estar à frente de um país é uma posição muito poderosa e infelizmente a maioria das pessoas que aspira a esses cargos não o faz pelo interesse nas pessoas, mas sim por interesses egoístas.

Alerta Trump?

Donald Trump ou outro político. Ele é uma versão extrema e pior de outros presidentes que tivemos, mas se os nossos presidentes e governos anteriores tivessem sido bons um tipo como Trump nunca teria tido hipóteses de chegar onde chegou. Se os nossos governos tivessem tratado as pessoas de forma justa e cuidado delas uma pessoa como ele nunca teria vencido.

Achava que ele ia ganhar e cumprir o mandato até ao fim?

Sempre achei que ele podia ganhar e que havia a possibilidade de isso acontecer, uma grande possibilidade. Não sabia se ia, mas definitivamente havia boas possibilidades de isso acontecer. E sabia que se alguém como ele ganhasse iria tentar tornar-se um ditador. Vai ser alguém que se vai manter no cargo durante o tempo que quiser, independentemente das leis que existam. Vamos esperar e ver o que acontece. Há uma coisa que tens de dizer sobre a América: podes dizer que somos bons, podes dizer que somos maus, podes dizer que somos corruptos ou que não somos corruptos, mas tens de admitir, somos bastante entusiasmantes. Somos um país excitante como o caraças.

Vamos ao humor?

[risos] Yeah!

Vivemos a era do politicamente correto e os Estados Unidos é o país de onde nos chegaram os exemplos mais extremos de onde até isto pode ir. É uma boa altura para se ser um comediante?

É sempre uma boa altura para se fazer comédia. Sobre o politicamente correto, do que eu me lembro, o termo começou a aparecer no final da década de 80. Não é uma coisa nova na América. É algo que se tornou cada vez maior, mas que não é novo, que atravessa temas muito diferentes e que por isso olho individualmente para cada caso. Não posso ser linear, há camadas, há nuances, não é simples e não há sempre um lado que está certo. Umas vezes acho que os apoiantes do politicamente correto estão certos, outras vezes acho que abusam e se tornam quase fascistas com todo o policiamento das palavras e da linguagem. É uma das coisas que satirizo no meu novo espetáculo.

No fundo, é tudo uma questão de contexto.

Esse é que é o ponto. Com as redes sociais, uma das coisas que se perderam foi o contexto. São só títulos… as pessoas põe-se a discutir e muitas vezes ou não sabem ou não são honestas em relação ao assunto.

É fã do Twitter?

Não, eu não gosto do Twitter.

Não?

Sim e não. Gosto da informação e das notícias a que consigo aceder, de diferentes pontos do mundo, informação que não me chega através da televisão. Mas depois, há uma maldade intrínseca de que eu não gosto. E, outra vez, muitas das coisas no Twitter são discutidas sem contexto, o que se pode tornar perigoso.

Normalmente um comediante falaria do Twitter como uma ferramenta para estender a sua comédia, e não nessa perspetiva.

Sim, talvez, mas por agora não ando a utilizar muito o Twitter nesse sentido. Cansei-me. Além disso, ter piada no Twitter e ter piada em palco, em stand-up, são duas coisas diferentes. Podes ser as duas, mas só porque és bom no Twitter não significa que sejas bom a fazer stand-up comedy.

Não deixando ainda o Twitter, e olhando para ele como ferramenta de humor, como exemplo, como é ser comediante numa altura em que um tweet, uma piada, pode ser confundida com uma opinião?

É simplesmente injusto e assustador ao mesmo tempo. Pode arruinar uma carreira.

Alguma vez passou por isso?

Já fiz tweets de apoio a causas ou a pessoas e tive algumas respostas bastante duras. Há muitas pessoas por aí que só querem discutir e ser más umas para as outras, nunca querem chegar a um entendimento. Há quem não esteja a tomar a atenção necessária para perceber a piada ou simplesmente não é inteligente o suficiente para a entender e depois fica chateada. Com essas pessoas podes tentar falar e explicar, mas devido ao próprio narcisismo nunca vão ser capazes de dizer ‘não tinha olhado para isto nesse sentido. Tens razão. Desculpa qualquer coisa'. Só querem ódio, mas felizmente nem todas as pessoas são assim. Ainda se encontra quem consiga admitir o erro e assumir que não tinha razão.

Alguma vez se arrependeu de uma piada?

Não, acho que não. Pelo menos não olho para isso como arrependimento. Há coisas que disse em palco no passado que não diria agora, mas não me arrependo disso. Uma das maneiras de aprender é fazendo as coisas. Atravessar a vida e ser cem por cento perfeito em tudo não é normal. Uma das maneiras de melhorarmos é cometendo erros. Os erros são importantes e aprender através deles também é importante. Se alguém comete um erro e diz algo errado no Twitter e não se apercebe do que disse e toda a gente lhe cai em cima, isso não é bom. Aquela pessoa pode mudar, pode melhorar. É preciso dar às pessoas segundas oportunidades.

Vou usar o mote das segundas oportunidades. Louis C.K. vai atuar em Lisboa, duas semanas antes de si. Como sabe ele esteve envolvido num escândalo...

Desculpa, mas não quero falar de outros comediantes especificamente. Não queria ir por aí.

O nome era só para ter próximo um exemplo, a pergunta não tem diretamente a ver com ele. Num tempo em que o trabalho e o artista se confundem é possível separá-los?

Isso tem sido um problema nos últimos anos. Alguém pode gostar do trabalho de um entertainer, mas não se identificar com a sua posição em certos temas ou qualquer coisa que tenha feito, seja um ato criminoso ou não. Acho que depende da pessoa. Consigo perceber isso ir de várias maneiras, depende mesmo de cada um. Consigo compreender uma pessoa que goste de um artista, mas que não consiga aguentar com certas coisas ao ponto de deixar de o seguir. Assim como entendo que uma pessoa seja capaz de, mesmo repudiando a personalidade de um artista, ser consumidora do seu trabalho. Não julgo ninguém por isso, é uma decisão pessoal, mas é uma discussão que se estende a várias áreas. Cá [nos EUA], por exemplo, tem-se falado muito do Michael Jackson.

Por causa do documentário?

Sim, há muita coisa a vir cá para fora e as pessoas estão a perguntar-se ‘devo parar de ouvir a música dele?’. Isso é uma decisão que cada um deve tomar por si...

"Nunca encaixei em nada durante a vida, sempre fui um outsider."

Li num artigo de 2005 do The New York Times que quando tinha 35 anos atuava sete a dez vezes numa noite. É verdade?

Às vezes. Normalmente não faço tantos espetáculos, mas por exemplo, há duas semanas fiz seis shows no sábado e outros cinco na sexta-feira. Mas tem isto em mente: não são espetáculos de uma hora. Normalmente, em Nova Iorque, na maioria das noites, faço vários shows de cerca de 15/20 minutos. Quando estou em tour atuo durante 60 a 80 minutos. Quando estiver em Portugal nunca farei menos de uma hora. Mas esta realidade em Nova Iorque para um comediante é bastante comum… Eu normalmente faço dois a seis espetáculos por dia no fim de semana. Durante a semana varia, faço dois a quatros sets.

Essas atuações de 15 minutos são essencialmente para testar material?

Não, não é testar. Estou simplesmente a fazê-lo, a trabalhar o stand-up. Eu não uso a palavra teste, mas podes se quiseres, não me importo. Basicamente, considera uma nova piada em que estou a trabalhar, estas atuações permitem-me trabalhá-la cinco vezes numa noite em vez de apenas uma.

Os seus espetáculos vivem muito da interação com o público. Isso envolve muito improviso, não?

Sim, foi sempre uma coisa que eu gostei de fazer.

Como é que se trabalha isso?

Fazes. Apenas fazes. É como andar de bicicleta, sobes e andas, não lês um livro sobre como andar de bicicleta.

 

"Gosto de ter um público diversificado, de pessoas de mentalidade aberta e dispostas a pensar. Em alguns espetáculos não é preciso puxar muito pela cabeça, mas nos meus têm de pensar."

 

Em Portugal a cultura de stand-up é muito distante da dos EUA, que está mais enraizada. Lisboa começa a receber algumas datas de tours internacionais e os comediantes portugueses enchem cada vez mais salas. Mas, ainda assim, acho que é possível dizer, especialmente em comparação com a América, que é uma coisa muito recente. Que conselho daria a um jovem comediante?

Stand-up comedy é diferente das outras formas de arte no sentido em que é uma atuação ao vivo que se diferencia das outras atuações ao vivo porque é interativa. Tu podes ser muito bom pianista sem alguma vez atuares perante uma audiência, podes praticar em casa e tornares-te muito muito bom. Stand-up… não podes praticar muito em casa, tens de o fazer em frente a uma audiência. A audiência é exigência para um bom espetáculo, portanto a coisa mais importante, ainda mais do que a escrita, é o atuar. Atuar o máximo que puderes. Levantares-te e arranjar uma atuação todas as noites, ou pelo menos cinco por semana. É o único conselho que posso realmente dar.

Ou seja, o público é uma parte fundamental da cultura de stand-up. Como se cultiva o público?

Acho que isso é uma coisa que acontece com tempo.

A Netflix ajuda?

Claro, mas ao longo do meus 30 anos de carreira o público tem mudado e crescido. É um mundo muito diferente do que quando comecei. O que é curioso é que hoje em dia stand-up é como música. Há rock, hip-hop, música clássica… a comédia está a tornar-se assim, com vários estilos, variações e grupos.

Onde é que encaixa?

Em nenhuma categoria. Nunca encaixei em nada durante a vida, sempre fui um outsider. Gosto de ter um público diversificado, de pessoas de mentalidade aberta e dispostas a pensar. Em alguns espetáculos não é preciso puxar muito pela cabeça, mas nos meus têm de pensar.

Por falar em expandir mentes. Já tem andado a espreitar alguma coisa sobre Portugal?

Claro. Do que já li percebi que Portugal mudou a forma como lida com pessoas toxicodependentes. Passaram a olhar para a situação como um problema de saúde e não como um simples ato criminal. E isto é o tipo de coisas sobre as quais gosto de aprender. Em vez de simplesmente ouvir as coisas que são ditas na televisão. Gosto de conhecer as pessoas nos sítios para onde vou, [elas] dão-nos algo mais verdadeiro… Além disso, as pessoas fazem as coisas de formas muito diferentes consoante os vários sítios.

Feliz com o espetáculo em Lisboa, portanto.

Estou muito entusiasmado por ir atuar em Portugal. Vai ser a primeira vez que viajo até aí. Eu tento ir duas vezes por ano à Europa fazer espetáculos. É sempre um mix entre conhecer outras culturas ao mesmo tempo que também aprendes mais sobre o teu próprio país.

No especial de comédia que está disponível na Netflix, tem vários momentos de interação com o público em que conversa sobre alguns países e faz piadas sobre eles. O que diria sobre Portugal?

Bem, tens de vir ao meu espetáculo e descobrir. Não posso entregar assim as minhas piadas todas. Só posso garantir que é tudo material novo em comparação com o que está na Netflix. O estilo é o mesmo, mas as piadas são todas novas.

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