A edição portuguesa reúne histórias curtas que Margaret Atwood publicou entre 1995 e 2011, nas quais deu espaço à aliteração.

Em cada um dos contos há um exercício de criatividade no recurso de vocábulos, e de repetição de letras, sílabas ou sons de palavras, como um longo trava-línguas, sem, no entanto, se perder o sentido da narrativa.

Cada um dos contos é protagonizado por personagens também elas aliteradas, como o Carlitos Constrangido, a Princesa Prunela, o Raimundo Refilão e a Vanda Vivaça.

Sobre esta, Margaret Atwood escreveu: “Vanda era uma criança vivaça, com cabelo vaporoso e olhos violeta. Ainda mal andava, quando os seus vigilantes e virtuosos pais foram varridos por um vendaval invulgar”.

Já Raimundo Refilão é ruivo, vive com o Rui, o Raul e o Ruben, “roliços, mas robustos”, que ouvem “resmas de rock n’roll retro”.

“Quatro contos consonantes”, com tradução de Vladimiro Nunes, é o segundo livro de Margaret Atwood, ilustrado, que a Ponto de Fuga edita em Portugal.

Em 2020 saiu, em edição bilingue, o livro para crianças “No alto da árvore”, escrito e desenhado pela romancista em 1978.

Margaret Atwood, 82 anos, soma mais de quatro dezenas de obras publicadas, entre romance, ensaio e poesia.

Esteve várias vezes nomeada para o Booker Prize, tendo vencido por duas vezes: Em 2000 com “O assassino cego” e em 2019 com “Os testamentos”.

Até 1978, quando lançou o primeiro livro para os mais novos, “No alto da árvore”, Margaret Atwood tinha editado sobretudo poesia e os romances “The edible woman”, “Surfacing” e “Senhora Oráculo”, antecedendo a década em que começou a ter maior reconhecimento internacional.

Em Portugal estão publicados, em várias editoras, obras como “A história de uma serva”, “Senhora Oráculo”, “O ano do dilúvio”, “A odisseia de Penélope” e a coletânea de poesia “Afectuosamente”.

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