A diretora do museu localizado em Belém, Silvana Bessone, disse à agência Lusa que o espaço irá encerrar totalmente para a montagem da museografia, reabrindo no dia 20 de maio, Noite dos Museus.

O Picadeiro Real – que acolhia anteriormente os coches e permaneceu um núcleo do museu – irá continuar aberto ao público com uma exposição de peças da coleção e outra com carros e equipamento de combate a incêndios, dos finais do século XVII ao início do século XX.

De acordo com a diretora, o projeto expositivo a desenvolver no novo edifício inclui a colocação de barreiras de proteção dos coches, a legendagem das peças em quatro idiomas (português, inglês, francês e castelhano) e projeções multimédia com informação complementar para os visitantes.

“A instalação da museografia é muito importante para o museu. É mais um passo para a conclusão do projeto”, sublinhou Silvana Bessone, acrescentando que “havia muitas reclamações dos visitantes por falta de informação”.

Durante dois anos – o novo Museu Nacional dos Coches foi inaugurado a 23 de maio de 2015 – o equipamento cultural teve as peças identificadas “com legendas antigas, muito generalistas”.

O projeto expositivo é da empresa Nuno Sampaio Arquitetos, segundo o programa definido pela direção do museu, e a fase seguinte – última para a conclusão do projeto do museu – será a construção de um percurso pedonal e da passagem sobre a via-férrea.

“A obra já foi adjudicada e deverá avançar em maio”, indicou a responsável à Lusa, acrescentando que a ponte pedonal atual será retirada.

No dia 20 de maio, o Museu Nacional dos Coches, um dos mais visitados do país, abre às 10:00 da manhã e ficará aberto até à meia-noite.

Localizado na praça Afonso de Albuquerque, o museu reúne uma coleção única no mundo de viaturas de gala e de passeio do século XVII ao século XIX, na sua maioria provenientes dos bens da coroa ou propriedade particular da Casa Real portuguesa.

Entre as peças encontra-se o “Coche dos Oceanos”, que fez parte, em 1716, da embaixada enviada por D. João V ao papa Clemente XI.

O novo edifício foi projetado pelo arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, Prémio Pritzker 2006, e é composto por dois edifícios com quatro pisos, duas salas de exposição permanente, uma sala de exposições temporárias, auditório, serviço educativo, as novas instalações possuem ainda um laboratório, oficinas, zonas técnicas e administrativas.

Ocupando 15.177 metros quadrados nos terrenos das antigas Oficinas Gerais do Exército, o projeto foi concebido em consórcio com os ateliês MMBB Arquitetos (Brasil), Bak Gordon Arquitetos e Nuno Sampaio Arquitetos (Portugal).

O projeto foi financiado com a execução das contrapartidas do Casino Lisboa, num investimento total de 39 milhões de euros.

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