Ricardo Lavareda e Joana Ajedo tinham comprado bilhete para o festival em 2020, mas a pandemia acabou por trocar-lhes as voltas e só hoje regressaram ao NOS Alive.

Na altura, a ideia era verem ao vivo Kendrick Lamar, mas o ‘rapper’ acabou por sair do cartaz da 14.ª edição, nada que demovesse estes primos.

“Hoje há duas bandas que me interessam bastante: The Strokes e The War on Drugs”, referiu Ricardo Lavareda à Lusa, falando na saudade que tinha “de estar num festival com este sol”.

Pelas 18:00, o sol ainda brilhava forte em Algés e à entrada do recinto um grupo de rapazes e raparigas oferecia protetor solar a quem chegava. O rio Tejo mesmo ao lado acabava por amenizar a temperatura e o calor ainda não era infernal, ao contrário do que está previsto para os próximos dias.

Joana Ajedo, além da música, fala na “temperatura incrível”, indispensável num festival de verão.

Hoje, deslocou-se ao festival para fazer companhia a Ricardo — “sou mesmo boa prima”, disse. Na quinta-feira desforra-se, com o concerto de Jorja Smith.

Os últimos dois anos sem festivais foram “horríveis”. “Não dá, não pode acontecer mais ficar sem festivais. Não dá mesmo”, disse Joana, que, como Ricardo, passou 2020 e 2021 “muito a ressacar, à base de concertos no YouTube”.

“Mas não tem nada que ver [com assistir aos espetáculos ao vivo]”, disseram em coro.

Pelo recinto é muitíssimo raro ver-se alguém de máscara. Joana e Ricardo não são exceção. Joana confessa que tinha alguma preocupação com a covid-19, até ter ido ao Rock in Rio Lisboa, que decorreu em junho. “Eu tinha e a partir daí deixei de ter. Correu tudo bem, não há razão para não vir aos festivais”, defendeu.

Também Beatriz Pereira tem “zero” preocupações com a covid-19. Para ela o regresso aos festivais de música aconteceu em Barcelona, no Primavera Sound, em junho, onde acabou por não conseguir ver os The Strokes.

“Estavam com imensa gente, então aproveitei este dia para vir cá. E venho ver Jungle, uma das minhas bandas preferidas. É por isso que venho”, contou.

Em 14 edições de NOS Alive, esta é a quarta a que assiste. Passar dois anos sem poder ir a festivais “foi horrível”. “Costumo ir em média a quatro festivais por ano, foi péssimo”, partilhou.

Hoje espera ver “concertos incríveis” e que haja “boa qualidade de som, que tem faltado em muitos festivais”. Além disso, quer divertir-se “ao máximo”.

A Francisco Esteves, outro ‘habitué’ do festival Alive, os últimos dois anos “custaram muito”. Este ano, vem apenas hoje e a razão são: Jungle, The War on Drugs, The Strokes e Modest Mouse. Além da música, o facto de ter “muitos amigos” no Passeio Marítimo de Algés também o ajudou a regressar.

Ainda tem preocupações com a covid-19, mas como teve “há pouco tempo”, sente-se “mais aliviado “.

Miguel Brito também não está muito preocupado, pela mesma razão. Também ele costuma marcar presença anualmente no festival. Hoje quer ver os The Strokes e nos restantes dias “várias bandas”.

“É um cartaz bastante versátil, que dá jus ao slogan do festival: ‘O melhor cartaz sempre'”, recordou.

Das bandas e artistas que compõem hoje o cartaz, foi Stromae que levou Marta Neiva a Algés. Além disso, “fazia alguma falta estar com pessoas num ambiente mais descontraído, ouvir música”.

“Os festivais de verão têm boa energia e é super importante [este regresso]”, disse.

O 14.º NOS Alive estende-se até sábado, com mais de 160 atuações, que se repartem por sete palcos, a começar no pórtico de entrada dos espectadores, passando por um coreto, um palco dedicado à comédia, outro à música eletrónica ou o palco maior, com os cabeças-de-cartaz.

Esta semana, o promotor Álvaro Covões contou à agência Lusa que nos quatro dias do festival são esperadas 210.000 pessoas, de 98 nacionalidades. Os bilhetes para sexta-feira e sábado já estão esgotados.

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