Ouça aqui a conversa com Salvador Martinha na íntegra:

"Sou Menino Para Ir" começou na "televisão da Internet" com poucos recursos, mas com o tempo, bem ao estilo de uma famosa bebida energética, ganhou asas até à televisão. O que é e do que trata? É simples: trata-se de uma série inicialmente concebida para o YouTube, em que Salvador Martinho aceita os convites mais descabidos que lhe surgem nas redes sociais.

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Ou seja, se um fã enviasse uma mensagem a desafiar o humorista com um "vem cá fazer parte de um banda" a roubar "um carro a uma personalidade pública conimbricense", o humorista respondia de volta com um "sou menino para ir". E ia. Aliás, não só ia, como até fazia um episódio sobre isso. E aquilo que começou na Internet, em 2018, está agora com uma nova temporada, a quarta, na RTP. 

Mas como é que se dá este salto? E qual é a diferença entre fazer um episódio para o YouTube e outro para a televisão? No podcast Acho Que Gostar Disto, Salvador Martinha explicou que a grande diferença passa por saber com quem se está comunicar. Porque antes de se fazer uma transição ou mudança, seja em que área for, é preciso perceber para onde se vai, qual é a nova realidade e com quem vamos comunicar. Para levar este projeto à estação pública, não foi diferente.

"Em primeiro lugar, achei muito giro esta viagem de: YouTube sem meios nenhuns, YouTube com um bocadinho de mais meios, Fox Comedy e televisão. Acho que fizemos - e agora veio-me a imagem de comboio, fomos de um lado ao outro - uma coisa interessante. O que mudou? Mudou perceber que espetador tinha à frente", contou o humorista. 

Salvador Martinha enfatiza que o público do YouTube, mais jovem, é "mais vivo, mobilizasse mais e procura a interação nas redes sociais", ao passo que o público da televisão é mais "estático", mais passivo, tipo rádio, pelo que teve de arranjar uma maneira de os agarrar — e de piscar o olho aos mais de 65.

Como? Escolhendo temas intemporais/universais como aceitar o desafio de fazer a arbitragem de um jogo futebol ou ir a Fátima a pé. 

"Nós pensámos mais em não mudar o nosso tom, dizer tudo igual, não nos censurarmos, mas irmos buscar temáticas mais atrativas. Porque se eu pensar num episódio de gaming, vou segmentar muito. Agora, Fátima é para todos, futebol é para todos", diz, confessando, contudo, não saber se resultou ao nível de audiências.

"Vou ser honesto, não sei se resultou. Não percebo nada de televisão", confidencia.

Não obstante, de uma coisa tem a certeza: resultou "para nós", pois recebeu feedback positivo e soube que ficaram satisfeitos com o produto final.

Satisfação que nos leva a questionar sobre as diferenças entre quem vê a televisão e consome o YouTube. "A televisão é muitas vezes uma lareira. As pessoas ligam a lareira. E depois fazem dois para frente, dois para trás", realça o humorista, salientado que quem está no YouTube é por norma alguém mais dinâmico, que vai à procura do que quer ver. Por seu turno, a audiência de televisão é um público que consome o que está a dar no momento.

Em entrevista ao Acho Que Vais Gostar Disto, Salvador Martinha também falou de outros talentos a despontar no YouTube, da sua nova peça de teatro sobre uma agência de influencers e se vai ou não deixar de fazer humor aos 40.

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