“Realiza-se no dia 14 de julho a última edição do aoarlivre, um programa concebido especialmente para famílias e crianças, de entrada livre, das 15:00 às 22:00, que encerra este capítulo da vida do Maria Matos Teatro Municipal”, refere aquele equipamento cultural, num comunicado hoje divulgado.

No jardim do Bairro das Estacas, junto ao teatro, irão realizar-se dez oficinas, “para pais e crianças, desde oficinas científicas, oficinas de conceção gráfica e impressão de cartazes a oficinas artísticas”.

Nas oficinais científicas há “Insetos que se comem”, “Brincadeiras pegajosas e coloridas” e “A nossa lua aqui tão perto”.

Nas oficinas de conceção gráfica e impressão, a título de exemplo, com a ajuda da Oficina do Cego, as crianças vão criar “mensagens visuais que permitam dar voz à necessidade de expressão e intervenção face ao que nos rodeia”, “com recurso a carimbos, stencil, caracteres de madeira e desenhos”.

Com o coletivo Homem do Saco, vão “criar e imprimir um cartaz sobre este teatro e esta festa especial”, usando “tipografia em caracteres móveis sobre papéis pré-preparados, com impressão de serigrafia”.

O programa de oficinais artísticas inclui “Banquete”, um “espaço de exploração sensorial para os muito-pequenos”, com idades entre os seis meses e os três anos.

Da última edição do aoarlivre fazem parte também vários jogos, como o Jardim Zoológico Pedonal, de Nuno G.Mello, e instalações, caso de “21 peças construídas em madeira para serem exploradas por crianças e adultos”, que serão colocadas num dos jardins do Bairro das Estacas.

Entre os vários espetáculos previstos, a organização destaca "O Baile das Coisas Importantes", de Joana Providência, com texto de Afonso Cruz.

Às 19:00 há um jantar, servido pela Cozinha Popular da Mouraria e, entre as 20:30 e as 22:00, “há música para dançar”, com um DJ set do músico Benjamim.

O programa completo pode ser consultado no ‘site’ do Teatro Municipal Maria Matos.

Depois do verão, o teatro contará com um novo modelo de gestão, arrendado a agentes culturais privados.

O Teatro Municipal Maria Matos, um dos equipamentos culturais geridos pela autarquia de Lisboa, recorda que a missão desenvolvida até aqui será continuada no futuro Teatro Luís de Camões (LU.CA), com programação para crianças e jovens, e no Teatro do Bairro Alto (antiga sede do Teatro da Cornucópia), "com projetos emergentes e experimentais, no âmbito das artes de palco".

O período de apresentação de candidaturas ao concurso público para o projeto artístico do Teatro Maria Matos terminou a 24 de maio, tendo sido apresentadas duas propostas, de acordo com a Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), da Câmara Municipal de Lisboa.

A presidente do conselho de administração da EGEAC, Joana Gomes Cardoso, a atriz e encenadora Natália Luiza, o dramaturgo e investigador teatral Jorge Louraço e o jornalista Nuno Galopim compõem o júri que irá selecionar "o melhor projeto artístico para desenvolver no Teatro Maria Matos”.

O júri é presidido por Pilar del Rio, presidente da Fundação José Saramago.

O vencedor do concurso adquirirá "o direito a tomar de arrendamento o edifício, assegurando o [seu] funcionamento", "nos termos de contrato a celebrar", lê-se no 'site' da EGEAC.

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