“A letra foi composta com as frases do Twitter que a Bana Alabed foi lá pondo. Surge encastrada num tema que andávamos a desenvolver, com um refrão que me invadiu os ouvidos como um grito”, pode ler-se numa mensagem assinada pelo vocalista da banda, Tim.

No refrão do tema, com créditos partilhados entre Bana Alabed, Tim e a banda, a voz do cantor chama o nome da cidade, antes de versos como “diz-me tu se fores capaz/como se canta pela paz?”.

Sobre Bana Alabed, os Xutos recordam um texto do Jornal de Notícias, datado de 19 de dezembro, no qual se lê que “ainda muito pequena, Bana saiu do anonimato quando, com a ajuda da mãe e em inglês, começou a publicar na internet os efeitos da guerra e a destruição na zona em que vivia em Alepo, fortemente marcada pelos bombardeamentos e a escassez de bens essenciais”.

A conta de Twitter da menina síria, que em dezembro abandonou em segurança a cidade de Alepo e chegou a encontrar-se com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, conta mais de 362 mil seguidores e, nela, Bana Alabed descreve-se como uma “pregadora pela paz de sete anos”.

“Eu quero viver/Não quero morrer/Em Alepo, Alepo/Quando é que acaba a matança?”, ouve-se na canção que os Xutos oferecem “em jeito de prenda dos 38 anos”.

Os Xutos & Pontapés estão a trabalhar em material novo desde março do ano passado, acrescentou Tim, que realçou que a banda escolheu “continuar o trabalho do ‘Puro’ [último disco, lançado em 2014], com a mesma produção, com ambientes semelhantes, propícios a aprofundar a criatividade de cada um”.

“Sem ter de inventar a roda talvez se venha a chamar ‘Duro’, esse novo CD”, pode ler-se na mensagem deixada no Facebook.

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