José Luís Ferreira, deputado do Partido Ecologista “Os Verdes”, utilizou alguns termos associados à pandemia no seu discurso na sessão solene do 25 de Abril, na Assembleia da República, em Lisboa, e em que justificou a sua realização, num dia em que não se pode esquecer “a importância que a liberdade e a democracia representam para todos, enquanto povo”.

Em tempos de estado de emergência, e de polémica sobre a sessão solene, este ano com muito menos deputados e convidados, afirmou que o parlamento tem de continuar a trabalhar.

“Para decidir medidas de combate à crise”, argumentou o deputado, para “discutir o estado de emergência ou os seus prolongamentos” como voltará a reunir “na próxima semana e nas seguintes, para discutir novas medidas de combate a esta ameaça coletiva”.

José Luís Ferreira evocou depois o fim da ditadura, os militares do Movimento das Forças Armadas (MFA), e o 25 de abril de 1974, essa “madrugada que semeou esperança, que devolveu dignidade a um povo vigiado, perseguido e silenciado, e que convocou a liberdade e a democracia”.

Em tempo de Covid-19, que já infetou mais de 20 mil portugueses e fez mais de 800 mortos, o deputado dos Verdes elogiou a resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS), apesar do “subfinanciamento de décadas de governos do PS, PSD e CDS”, à pandemia e a ajuda que deu para “melhorar os indicadores de saúde em Portugal” nas últimas quatro décadas.

Depois da crítica à falta de solidariedade, de "conversa fiada" da União Europeia neste momento de crise, José Luís Ferreira disse esperar que o mês de maio seja o “início de uma caminhada de regresso à normalidade”.

“O que esperamos é que ‘Depois do Adeus’, isto é, depois de se achatar a curva desta pandemia, que nos viremos para outros achatamentos e para outras curvas”, disse.

E deu vários exemplos dos “achatamentos” necessários, como a “curva das desigualdades, sobretudo a pensar nos milhares de trabalhadores que ficaram sem trabalho e os que viram os seus rendimentos reduzidos com esta crise” ou ainda “a curva do tratamento entre os bancos e os contribuintes”.

“É necessário achatar a curva dos desequilíbrios ambientais. É imperioso achatar a curva da crise climática e da perda de biodiversidade ou do uso insustentável dos recursos naturais”, acrescentou.

José Luís Ferreira terminou o discurso com um “até já”, prometendo estar hoje às 15:00, a “cantar a Grândola”, numa janela.

“Em defesa do ambiente, em defesa da saúde, mas também para lembrar que o 25 de Abril não está de quarentena”, disse.

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