"Hoje celebramos o fim de uma ditadura e o início de um regime democrático mas, porque não dizê-lo, precisamos de outro, precisamos de outro", afirmou o líder demissionário do Chega na sessão solene que comemora o 46.º aniversário do 25 de Abril.

Falando no parlamento, o deputado considerou que o atual regime "já não serve", apontando várias críticas à corrupção, aos impostos, e à forma como são tratados os "profissionais na linha da frente" do combate à pandemia de covid-19.

"E pelo respeito enorme que temos àqueles que lutaram naquela manhã para fazer um regime diferente, também hoje precisamos que uma nova madrugada venha para nos trazer um novo regime", apontou.

Assinalando que o fundador do PSD "Francisco Sá Carneiro dizia que naquele dia os militares realizaram um ato heroico de libertação de si mesmos, mas consigo quiseram libertar Portugal inteiro", André Ventura apontou que "talvez os militares daquela manhã tenham conseguido libertar-se a si próprios, mas não conseguiram libertar Portugal inteiro".

"Essa ainda vai ser a nossa missão de o concretizar. Pode não ser correto, pode não ser politicamente aceitável, pode nem ser moralmente viável, mas hoje é o momento em que há uma força política nesta Assembleia que diz o 25 de Abril não esqueceremos, mas queremos outro, queremos outra democracia, e queremos outra república, queremos a quarta República portuguesa", salientou o dirigente do Chega.

Entre as críticas, Ventura apontou que Portugal é "um dos países com mais altos índices de corrupção da OCDE", e continua "infelizmente a libertar bandidos e a mal tratar as forças de segurança e os magistrados".

"Como podemos falar de Abril a pagar subvenções vitalícias a políticos que roubaram o Estado, como podemos falar de Abril a pagar àqueles que nos roubaram nos últimos anos, com julgamentos intermináveis?", questionou, considerando que "é a mema conversa desde que pusemos o cravo ao peito, é a mesma conversa há 46 anos, e os portugueses estão a começar a ficar fartos".

“Não devíamos estar aqui hoje, e não devíamos estar aqui hoje”, por “mais importante que seja”, porque “os portugueses não puderam estar ao lado de aqueles que perderam, daqueles que celebraram e daqueles que queriam abraçar no dia de hoje”, assinalou.

Numa crítica aos impostos, o deputado do Chega apelidou as minorias de "os coitadinhos de Abril", considerando que são "das razões principais" para os portugueses contribuírem.

Sobre a pandemia de covid-19, André Ventura assinalou que, 46 anos após a revolução, os portugueses “continuam confinados”, e apelou à união na luta “como nunca contra um inimigo” desconhecido, apontando que "vêm aí tempos mais difíceis de sempre".

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