Esta sexta-feira, o Japão assinala o quinto aniversário do terramoto e tsunami ocorridos no nordeste do país, que fizeram mais de 18 mil mortos e desencadearam a crise nuclear de Fukushima, a pior desde Chernobil, na Ucrânia.

Os estragos provocados pelo sismo e tsunami ainda mantêm longe das suas casas milhares de pessoas. Veja como estão as zonas mais afetadas pelo tsunami atualmente:

Para relembrar as vítimas da tragédia, o Japão realizou várias homenagens em todo o país. Apesar do frio e da chuva, milhares de famílias participaram com flores e velas.

Às 14h46 (05:46 em Lisboa) - hora a que teve lugar a catástrofe que obrigou à retirada de cerca de meio milhão de pessoas - o país cumpriu um minuto de silêncio. Relembrando as vítimas de Fukushima, muitos japoneses manifestaram-se hoje contra a energia nuclear. Veja as imagens.

Depois do acidente nuclear, 200 mil pessoas foram retiradas de localidades próximas da central. Há 74.200 que continuam sem regressar às suas casas, num raio entre 10 e 20 quilómetros em torno da central. Além disso, até hoje, 57.677 pessoas das províncias de Iwate, Miyagi e Fukushima residem em abrigos temporários pré-fabricados.

O número oficial de mortos causados pelo desastre natural ascende a 15.894, número a que se somam 2.561 pessoas dadas como desaparecidas e cujos corpos nunca foram encontrados. Também continua a aumentar o número de suicídios entre os sobreviventes, bem como as mortes relacionadas com o ‘stress’ pós-traumático e com as condições de vida dos deslocados: os números indicam 3.410 mortos cinco anos depois do desastre, segundo os mais recentes dados compilados pela agência Kyodo.

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