“O ACNUR continua a aumentar a resposta humanitária, conduzindo uma avaliação das necessidades e procedendo com base nas necessidades mais urgentes que foram identificadas, e estamos a planear missões em áreas remotas como Mueda, para onde foram as pessoas deslocadas de Palma”, afirmou Andrej Mahecic, durante uma declaração em Genebra.

O porta-voz acrescentou que “o ACNUR está extremamente alarmado pelos trágicos acontecimentos em Palma, na província moçambicana de Cabo Delgado”.

“Muitos homens, mulheres e crianças fugiram das suas casas tentando encontrar refúgio nas florestas circundantes depois de alegadamente dúzias de pessoas terem sido mortas durante os ataques”, notou a fonte oficial da agência da Organização das Nações Unidas (ONU).

Mais de 100 pessoas chegaram no domingo de barco a Pemba, provenientes de Palma, a capital da província de Cabo Delgado, e “outras 40 foram enviadas para Pemba na terça-feira à tarde em aviões da ONU, a maioria mulheres e crianças, traumatizadas e exaustas”, precisou.

O ACNUR tem elementos no porto e no aeroporto de Pemba que estão a prestar assistência imediata e outros serviços, “e muitos precisam de ajuda médica urgente”, referiu Andrej Mahecic, colocando o número de deslocados em Pemba em 43 mil mesmo antes do último ataque, o que eleva o total de pessoas deslocadas nas províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa para 670 mil desde o início do conflito, em outubro de 2017.

A vila de Palma, cerca de 25 quilómetros do projeto de gás natural da multinacional Total, sofreu um ataque armado na quarta-feira da semana passada que as autoridades moçambicanas dizem ter resultado na morte de dezenas de pessoas e na fuga de centenas.

A violência está a provocar uma crise humanitária com quase 700 mil deslocados, segundo agências da ONU, e mais de duas mil mortes, segundo uma contabilidade feita pela Lusa.

Vários países têm oferecido apoio militar no terreno a Maputo para combater estes insurgentes, mas, até ao momento, ainda não existiu abertura para isso, embora haja relatos e testemunhos que apontam para a existência de empresas de segurança e de mercenários na zona.

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