Segundo o jornal, que afirma ter falado com funcionários do Executivo norte-americano e com representantes das forças militares venezuelanas, as negociações acabaram por não levar a um acordo, por falta de apoio dos norte-americanos aos elementos venezuelanos, tendo os planos de realização de um golpe de Estado sido interrompidos.

A publicação procurou recolher declarações junto da Casa Branca, porém a Administração rejeitou comentar, adiantando apenas que é importante estabelecer um “diálogo com todos os venezuelanos que demonstrem ter um desejo de democracia”, a fim de “trazer uma mudança positiva para um país que tem sofrido tanto sob a liderança de Maduro”.

O The New York Times assinala, no entanto, que um dos militares venezuelanos envolvidos nas reuniões dificilmente cumpriria a função de restabelecer um regime democrático no país, uma vez que faz parte da lista dos funcionários que os Estados Unidos acusam de corrupção.

Washington tem responsabilizado alguns membros das forças de segurança venezuelanas por crimes como tráfico de drogas, ataques a civis e colaboração com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Por seu turno, os Estados Unidos são muitas vezes criticados pela interferência excessiva nos destinos políticos dos países da América Latina, em particular por terem já apoiado rebeliões em países como Cuba, Nicarágua, Brasil e Chile.

A Venezuela atravessa uma grave crise social, política e económica, que já levou à fuga de pelo menos 2,3 milhões de venezuelanos para o estrangeiro, desde 2015, segundo dados das Nações Unidas. As principais causas da radicação da população são a escassez de alimentos e medicamentos, os altos preços dos produtos comercializados e os baixos salários.

Países como o Brasil, a Colômbia, o Chile, o Panamá, a Argentina e o Equador figuram entre os principais destinos dos venezuelanos que emigraram para países da América do Sul.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, embora seja considerado por muitos um líder autoritário e o principal responsável pela instabilidade do país, continua a rejeitar que haja um êxodo causado pela crise, afirmando tratar-se de “uma campanha mundial para justificar uma política de intervenção”, e ordenou a criação de uma ponte aérea para trazer os nacionais que queiram regressar a casa.

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