"Das reuniões realizadas entre presidente do CA, diretor clínico e diretores de serviço e UGI não resultou qualquer pedido de demissão, tendo sido expressa a vontade de continuar a trabalhar para a melhoria do CHVNGE", afirmou o Conselho de Administração, em resposta a questões da agência Lusa colocadas após a demissão dos responsáveis clínicos do hospital.

O diretor clínico e os diretores e chefes de serviço do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E), num total de 52 clínicos, demitiram-se esta terça-feira, em protesto contra as "condições indignas" em que trabalham, através de uma carta de demissão datada de 16 de julho.

Segundo a administração daquela unidade de saúde pública, desde que em março se tornaram conhecidas as queixas dos responsáveis clínicos do centro Hospitalar, a administração do centro hospitalar administração "promoveu reuniões, quer conjuntas quer com cada diretor de serviço e UGI, da qual resultou uma posição uniforme entre CA e os vários dirigentes e quadros do CHVNGE".

A 14 de agosto deste ano, acrescenta, realizou-se ainda uma "reunião entre Ministério da Saúde, secretarias de Estado da Saúde, ACSS, ARS Norte e Conselho de Administração do CHVNGE (representados pelo presidente do Conselho de Administração e diretor clínico), da qual resultou um forte compromisso de melhoria entre as partes, que foi entendida como positiva pelo CHVNGE".

À Lusa, o conselho de administração lembrou ainda que estratégia aprovada contou com a participação dos vários diretores de serviço, que estabeleceram como prioritário um conjunto de obras de modificação, melhoria e ampliação do CHVNGE.

Desde a tomada de posse deste Conselho de Administração, em abril de 2017, foi reiniciada a Fase B das obras do Novo Edifício Hospitalar (16 milhões de euros), assim como garantida a Fase C (30 milhões de euros).

Foi também garantida, acrescentam, a integração do Centro de Reabilitação do Norte no CHVNGE e teve início a Unidade de Hospitalização Domiciliária, estando para breve a abertura da Unidade de Convalescença.

Quanto ao Serviço de Urologia, que, segundo a administração, está em piores condições, este terá novas instalações em poucos meses, com a conclusão da Fase B.

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