Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, Paula Santos referiu que já se passaram “mais de 15 anos desde que foi feito o estudo que apontava a solução da construção do novo aeroporto de Lisboa no campo de tiro em Alcochete”.

“A verdade é que, ao longo destes últimos anos, foram vários os pretextos e subterfúgios para não dar concretização à solução que defende o interesse do nosso país, (…) tudo porque se submeteram aos interesses da Vinci e não do país”, criticou.

A dirigente comunista defendeu que é necessário avançar-se “o mais rapidamente possível” para a solução de Alcochete, salientando que assegura o “desenvolvimento do país, o interesse nacional, o próprio desenvolvimento da TAP” e o ‘hub’ (plataforma giratória de voos de ligação).

A decisão “é fundamental, mas é [fundamental também] que se avance, a par da construção do novo aeroporto no campo de tiro de Alcochete, com a construção da terceira travessia do Tejo - a ponte entre o Barreiro e Lisboa - e também a construção da alta velocidade ferroviária, entre Lisboa e Porto pela margem sul do Tejo, utilizando a terceira travessia do Tejo, mas também a ligação com Espanha”, disse.

Para Paula Santos, “estes são investimentos estruturantes, necessários”.

“O país já perdeu tempo de mais, é hora de avançar, de dar concretização”, reforçou.

Numa nota divulgada pouco depois da declaração de Paula Santos, o PCP referiu que esses três investimentos teriam um custo de “cinco mil milhões” e poderiam ser concretizados até 2033.

Fora desta avaliação de custos está a construção do aeroporto em Alcochete, cujas verbas, para o PCP, deveriam ser assumidas pela ANA. O partido defende ainda que a construção faseada daquela infraestrutura poderia permitir que entrasse em funcionamento antes de 2033.

Na nota, o partido deixa também críticas à Vinci, sublinhando que “há mais de 50 anos que está decidida a retirada” do aeroporto do centro de Lisboa, “mas a Vinci não tem qualquer interesse em deixar de operar na cidade”, uma vez que “garante mais lucros com um investimento menor”.

O PCP acrescenta ainda que as conclusões da Comissão Técnica Independente, ao considerar a opção de Alcochete como a mais viável, “são contrárias aos interesses” da Vinci, pelo que “é de esperar que os partidos ao seu serviço comecem a minar” a sua credibilidade.

“Algo, aliás, que já se vinha anunciando, nas múltiplas tentativas de descredibilização, quer da CTI, quer da solução campo de tiro de Alcochete”, lê-se.

A comissão técnica independente identificou Alcochete como a solução com mais vantagem para o novo aeroporto, entre as duas opções viáveis, segundo o relatório hoje divulgado.

A opção que envolve o Campo de Tiro de Alcochete é identificada como a que apresenta mais vantagens, entre as duas soluções viáveis para um ‘hub’ (aeroporto que funciona como plataforma de distribuição de voos) intercontinental, segundo o relatório publicado na página da comissão técnica independente (CTI).

De acordo com o relatório preliminar da comissão técnica independente responsável pela avaliação ambiental estratégica para o aumento da capacidade aeroportuária da região de Lisboa, que estudou nove opções, são viáveis as soluções Humberto Delgado + Campo de Tiro de Alcochete, até ficar unicamente Alcochete com mínimo de duas pistas, bem como Humberto Delgado + Vendas Novas, até ficar unicamente Vendas Novas, também com um mínimo de duas pistas.

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