"É matematicamente impossível", disse Borrell em entrevista por telefone à agência France-Presse, na qual vincou que "o problema” está no “acesso ao aeroporto [devido às] medidas de controlo e segurança dos americanos”, que “são muito fortes".

Borrell acrescentou: "Nós queixámo-nos, pedimos-lhes que mostrassem mais flexibilidade, porque não conseguimos acesso para as nossas pessoas".

A delegação da União Europeia em Cabul tem cerca de 400 funcionários afegãos e respetivas famílias, a quem foi prometida ajuda para saírem do país, mas até agora apenas 150 pessoas chegaram a Madrid, o local escolhido para acolher estes funcionários.

"Estes são o pessoal ativo, mas o número de afegãos que trabalhou connosco nos últimos 20 anos é muito superior", acrescentou o responsável, explicando que um dos aeroportos está inutilizado.

"Cabul tem dois aeroportos, o aeroporto civil está nas mãos dos talibãs e não tem voos de partida, os americanos controlam o aeroporto militar, e os aviões embarcam as pessoas que estão no asfalto, no avião que chegou hoje a Madrid, um terço dos passageiros eram americanos", explicou.

A Europa, apontou, "não tem capacidade militar para ocupar e assegurar o controlo do aeroporto militar, os talibãs vão assumir o controlo" quando os seis mil militares norte-americanos e britânicos deixarem, em 31 de agosto, o aeroporto, avançou, salientando que é preciso falar com os talibãs para conseguir ir buscar as pessoas.

"Se queres tirar o teu 'pessoal', tens de falar com os talibãs, todos procuram acordo com os talibãs, nós temos contactos com os talibãs, mas não com a sua liderança, e isso não é o mesmo que reconhecer o regime", concluiu.

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