Augusto Santos Silva disse à agência Lusa que a reunião informal de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, realizada na noite de segunda-feira em Nova Iorque, serviu para um “ponto da situação” sobre a evacuação em curso no Afeganistão e a ajuda humanitária internacional necessária.

“Continuamos focados na operação de evacuação dos cidadãos nacionais europeus que ainda se encontram no Afeganistão e no apoio aos cidadãos afegãos que estão em especial situação de vulnerabilidade e precisam de proteção humanitária internacional”, declarou o ministro.

No encontro informal não foi detalhado o número de cidadãos naturais da Europa que estão no Afeganistão e que precisam de ser retirados, mas segundo o ministro português, “nas últimas avaliações que se fizeram, havia para cima de 1.500 cidadãos nacionais europeus (…) e também para cima de 1.500 cidadãos afegãos que haviam trabalhado com as forças internacionais e as instituições europeias”.

Santos Silva disse que “pode ter havido alguns desenvolvimentos desde essa avaliação, mas nenhuma destas duas operações pode ser dada como completa”.

O chefe da diplomacia portuguesa acrescentou que Portugal tem estado a contribuir de forma consistente no “esforço europeu para a proteção humanitária” e sublinhou que já não se encontram portugueses no Afeganistão, depois de terem sido repatriados 20 cidadãos.

“No domingo passado chegaram mais 80 afegãos em particular mulheres e suas famílias ao abrigo dessa estratégia portuguesa de apoio a cidadãos afegãos”, acrescentou Santos Silva nas declarações à Lusa.

O Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, declarou, em conferência de imprensa em Nova Iorque, após a reunião informal, que a comunidade europeia atribui uma grande importância ao envolvimento e cooperação com parceiros regionais e vizinhos do Afeganistão, através de plataformas regionais e internacionais.

Os motivos de preocupação da UE quanto ao Afeganistão prendem-se com ameaças terroristas, tráfico de drogas e outras atividades criminosas que terão “consequências muito sérias” para a região, segundo Josep Borrell.

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