A ideia de internacionalizar não é nova. Já no ano passado, Nuno Molarinho, presidente da TheRace, assumia que a internacionalização para a Europa, "Croácia e Espanha", poderia ser a próxima paragem da Air Race Championship, uma "evento feito em Portugal e pensado por portugueses".

Inspirada na Reno Air Races (no Estado do Nevada, Estados Unidos da América) ou na Red Bull Air Race, a Air Race Championship começou por dar os primeiros voos em Cascais, em 2014, passou por Lisboa (Parque das Nações), em 2016, e aterrou em Ponte de Sor, onde sobe aos céus nos dias 1 e 2 de junho, sendo que para as vésperas, a 31, está reservado o dia de treinos. Tudo acontece durante a Portugal Air Summit, cimeira aeronáutica que decorre na cidade do Alto Alentejo do Distrito de Portalegre.

"É como a fórmula 1", explicou Nuno Molarinho. "Há treinos e provas; provas que se diferenciam de, por exemplo, do Red Bull Air Series".

 São tirados tempos numa chicane (1 km de comprimento), em que cada piloto procura o melhor tempo e depois há a corrida, um circuito em match racing (dois a dois tal como na vela) e um circuito circular de "5 quilómetros de perímetro" com "oito voltas", explicou, tudo delimitado por Pylons de 25 metros de altura, que se "desfazem ao mais pequeno toque".

Na corrida que junta a "elite de pilotos provenientes de todo o mundo" estará um português: Jorge Fachadas. Corre na classe Extreme, classe estrela mundial de competições acrobáticas. São "8 novos aviões de competição" e cada qual com o preço médio de "400 mil euros".

Há ainda a classe Vintage, com sete aeronaves de treino de origem soviética, Yak-52 (Як-52), monomotor fabricado no pós 2ª Guerra Mundial (meados dos anos 70 do século passado) e a Classe Sport, com aeronaves RV-6, -7 e -8 equipadas com motores cuja potência ultrapassa os 200 cavalos e permitem velocidades acima dos 370 km/h.

As principais dificuldades da organização deste tipo de eventos estão relacionadas, por um lado, com as regras muito restritas da atividade na Europa, sobretudo em matéria de segurança, e, por outro, com ausência de reconhecimento da modalidade como desporto. "A ideia passa por aí. Criar um desporto com aviões", sendo que na forja está a criação de "dois projetos de corrida de aviões com motores elétricos na Europa", antecipou.

Para a edição deste ano Nuno Molarinho espera superar as "36 mil pessoas" do ano passado.

A corrida de aviões decorre, pelo terceiro ano consecutivo, no Portugal Air Summit, cimeira aeronáutica que decorre em Ponte de Sor, de 30 de maio a 2 de junho, promovida pelo município alentejano em parceria com a TheRace, num investimento de quase um milhão de euros e cujo impacto direto estimado para os quatro dias do evento ronda os 2,5 milhões de euros.

Depois de Ponte de Sor, a TheRace está a organizar uma outra corrida de aviões em Viseu, 21 e 22 de setembro.

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