O protocolo, que formaliza a instalação da Biblioteca de Alberto Manguel, em Lisboa, foi assinado este sábado, 12 de setembro, pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, e Alberto Manguel, numa cerimónia junto ao Pavilhão Carlos Lopes.

Com o "derradeiro desembalamento" dos livros, que estiveram anos dentro de caixas, começa o "renascimento, que em Lisboa permitirá dar à biblioteca — e ao tesouro que representa — a sua mais proveitosa utilização e a sua mais ambiciosa projeção internacional", afirmou Medina.

É uma "honra para nós que, perante tantos destinos possíveis, tantas hipóteses faladas, tantas alternativas latentes, Lisboa tenha sido o destino escolhido por Alberto Manguel para a sua biblioteca através de uma magnífica e generosa doação", frisou o presidente da Câmara Municipal.

O escritor Alberto Manguel passará também a viver em Lisboa,  cidade que se torna "um refúgio para o diálogo civilizado". "Não vais perder uma biblioteca, vais ganhar uma cidade mágica", disse o escritor argentino.

A doação à cidade começou, simbolicamente, com a oferta de dois livros que são "particularmente queridos" ao escritor: uma bíblia manuscrita, do século XIII, e um volume único da enciclopédia Labor publicada em 1928. O livro, revelou, tem a assinatura do seu proprietário, Jorge Luís Borges, e notas manuscritas, com a estrutura completa do conto "La busca de Averroes", escrito e publicado anos mais tarde.

O acervo do escritor vai integrar o futuro Centro de Estudos de História da Leitura (CEHL), no Palacete dos Marqueses de Pombal, na Rua das Janelas Verdes.

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