Escreve o Jornal de Notícias que as reservas de viagens de britânicos para Portugal aumentaram 723% desde que o Reino Unido levantou a obrigatoriedade de quarentena, o que levou a que as reservas de alojamentos locais e hotelaria subissem para até 47% nos meses de setembro e outubro.

Elidérico Viegas, da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, em declarações ao jornal, refere que há mais procura na hotelaria, mas "é preciso mais tempo para contabilizar o impacto nas reservas". Com a pandemia, é preciso fazer contas: "perderam-se quatro meses de verão e, mesmo com reservas para setembro e outubro, já não vai ser possível recuperar" o ano turístico, garante.

À agência Lusa, João Soares, dirigente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), tinha já referido esta semana que o aumento das reservas "não é um aumento que resolva os problemas da região, como é óbvio, porque a maioria da hotelaria está entre os 50% e os 70% abaixo do ano passado, mas vai ajudar, certamente, a mitigar, pelo menos, o fecho dos hotéis já em setembro prolongando essa decisão para outubro ou novembro".

Segundo João Soares, os preços este ano no Algarve "estão e vão continuar abaixo dos valores praticados em anos anteriores, devido à ocupação baixa", mantendo-se as tarifas que estavam em vigor à data da decisão do Reino Unido de isentar de quarentena os viajantes com origem em Portugal.

"O preço só aumenta quando a procura é superior à oferta e não havendo uma procura superior à oferta e à disponibilidade que existia, os preços não aumentaram nem vão aumentar e vamos continuar a ter preços muito inferiores aos de 2019", concluiu.

A 19 de agosto, o Governo britânico incluiu Portugal da lista dos países com “corredores de viagem” para Inglaterra cujos passageiros ficam isentos de cumprir uma quarentena de duas semanas imposta devido à pandemia covid-19, medida que entrou em vigor no passado sábado.

Pelo contrário, Croácia, Áustria e a ilha de Trinidad e Tobago, nas Caraíbas, foram retiradas da lista devido ao crescente número de infeções, tal como aconteceu com França, Países Baixos, Mónaco, Malta, as ilhas Turcas e Caicos e Aruba, e anteriormente com Bélgica, Andorra, Bahamas, Espanha e Luxemburgo.

O Reino Unido introduziu a necessidade de autoisolamento por 14 dias a todas as pessoas que cheguem do estrangeiro ao Reino Unido em 08 de junho para evitar a importação de infeções, mas um mês depois isentou cerca de 70 países e territórios, considerados de baixo risco.

A isenção de quarentena é acompanhada com a mudança do conselho do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) contra as viagens não essenciais para aqueles destinos, importante para efeitos de seguro de viagem.

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