"As sondagens de rua dizem-nos que há mais de 3% de pessoas [valor que tem sido atribuído nas sondagens ao partido] que nos acarinham e que nos apoiam e, acima de tudo, que reconhecem o trabalho do PAN e que querem que nós cresçamos", afirmou André Silva, que falava aos jornalistas depois de uma ação no centro de Coimbra.

Questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de "morder os calcanhares" ao CDS-PP, o porta-voz do PAN vincou que vê como positivo que, quatro anos depois, o partido consiga ser reconhecido "como força política autónoma" e que se "está a consolidar no sistema democrático português".

Apesar de ter ouvido vozes de apoio em Coimbra, André Silva também teve de escutar várias críticas, como tem acontecido durante o resto da campanha, nomeadamente face à posição do PAN de querer reduzir o consumo de carne, muitas vezes confundida com a ideia de que o partido quer acabar com o consumo de proteína animal por completo.

"É natural, quando qualquer pessoa ou movimento ao longo da História traz novas ideias e novos temas a debate - que são difíceis -, apanha com as primeiras resistências e é natural que haja pessoas que demonstrem esse desagrado", disse, frisando que o partido está habituado, desde a sua fundação, a essas críticas.

André Silva esclareceu que "o que o PAN defende é uma redução do consumo de proteína animal", tendo sido "o porta-voz da comunidade científica, quer em termos de matéria de combate às alterações climáticas, quer em matéria de saúde pública".

"Temos que continuar a dizer e a informar que temos que produzir alimentos de uma forma mais sustentável, mais adaptados às alterações climáticas, se não, qualquer dia, não temos agricultura", vincou.

O porta-voz do PAN, que se fez acompanhar da cabeça de lista por Coimbra, Sandra do Carmo, disse que vai almoçar nas cantinas universitárias de Coimbra, onde há opção de prato vegetariano, mas esclareceu aos jornalistas que não vai comer naquele local "simbolicamente".

"Vou porque tenho que almoçar e aproveito para almoçar numa cantina em que almocei durante muitos anos, enquanto aqui fui estudante", salientou.

Apesar disso, André Silva voltou a realçar a opção bastante criticada da Universidade de Coimbra de acabar com a carne de vaca nas suas cantinas, considerando que a academia coimbrã "está a adotar as melhores práticas que a comunidade científica tem vindo a dizer".

A ação do PAN em Coimbra começou nas Escadas Monumentais, passou pela rua Ferreira Borges e entrou, pela primeira vez em campanha, num mercado, com André Silva a passar pela secção de peixe e pelos hortícolas, parando ainda junto de um dos muito talhos do Mercado D. Pedro V para deixar um panfleto do partido.

Pelo mercado, André Silva ouviu críticas às grandes superfícies, às baixas reformas e ainda alguns elogios, nem sempre dirigidos às propostas do partido.

"Você é um pedaço de mau caminho", disse uma mulher de uma das bancas de venda de produtos hortícolas.

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