"O Chega tem o objetivo de ser a maior força política à direita na próxima legislatura. Nunca escondi isso ao PSD, nunca escondi isso ao dr. Rui Rio", disse André Ventura em entrevista ao Público e à Rádio Renascença.

O dirigente do Chega, reafirmou que pretende que isso se concretize já na próxima legislatura. "Estabelecemos que em oito anos seríamos o maior partido português à direita - o PS tem a sua matriz própria - e que vamos conseguir fazer isso. De resto, a história dos outros partidos semelhantes ao nosso na Europa mostrou que isso é possível e que o caminho faz-se desta forma. Nós conseguimos marcar a agenda política nacional, (…) marcar os temas na Assembleia - repare que o Chega só tem um deputado - e não sei quando é que vai haver eleições, se é para o ano, se é no outro a seguir - e conseguiu marcar muitos momentos da agenda política nacional. Com a castração química, com a questão das minorias, com a reforma fiscal, com a questão dos Açores".

Nesta sequência, o jornalista do Público Luciano Alvarez afirma que esses são temas polémicos na sociedade portuguesa, ao que André Ventura responde que a questão dos Açores não foi sequer muito polémico. "Fomos o primeiro a dizer assim: nós não queremos ir para o governo. Os outros é que de repente criaram um diabo à volta disto. Nos Açores tivemos quase 6%. (…) Eu tinha toda a legitimidade para dizer assim: só há governo nos Açores, se os meus deputados forem secretários regionais disto e daquilo. E não o fiz. Dissemos: não, não queremos ir para o Governo. Não queremos lugares":

Em seguida, confessa algo que diz nunca ter dito: "A nível nacional ouvi o dr. Rui Rio dizer: comigo o Chega não entrará no Governo. Então, se o Chega não entrará no Governo do dr. Rui Rio - eu quero dizer isto aqui, deixar muito claro - o dr. Rui Rio nunca será primeiro-ministro de Portugal".

André Ventura assegura que nunca disse isto a Rui Rio, mas que o fará.

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