Na entrevista publicada esta terça-feira, o primeiro-ministro português admite que houve uma mudança de posição por parte da Comissão Europeia, que até há pouco tempo se tinha mostrado aberta para apoiar a aplicação de uma sanção simbólica de zero euros. Hoje, o cenário é diferente e a multa pode chegar até um máximo de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Nada mais, nada menos que 370 milhões de euros; na pior das hipóteses.

Para António Costa pouco parece interessar que o valor seja um cêntimo ou 370 milhões de euros. O líder do governo português promete não se conformar com a mudança de cenário, e avisa que recorrerá para o Tribunal de Justiça da União Europeia. “Mantemos um registo de diálogo positivo e sem dramas, mas recorreremos, com base no mesmo argumento que os nórdicos têm utilizado, que é o de que vamos cumprir as regras, mas vamos discutir quais as regras e se as cumprimos ou não”, disse.

Costa não aceita a posição dos que dizem que em Portugal não houve políticas de combate ao défice, reafirmando que “um desvio de 0,2 pontos percentuais não pode ser atribuído a falta de ação efetiva”. O líder socialista considera “incompreensível” a postura dos comissários europeus que consideraram “exemplar” a ação do anterior governo e que agora querem sancionar Portugal por um desvio de 0,2 pontos percentuais. “Um desvio que não se pode controlar”, na opinião do primeiro-ministro.

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